04/10/14

A Heresia do Juízo Investigativo

Um dos ensinos mais estranhos da Igreja Adventista do Sétimo Dia é o Juízo Investigativo. É um dogma adventista inventado pelos falsos profetas adventistas do século XIX. Antes disso, nunca nenhum cristão (católico romano, ortodoxo ou protestante) jamais ensinou tal coisa. Nem tudo nesse dogma é absolutamente novo; foco aqui em três aspectos marcadamente heréticos, que estão no contexto da interpretação adventista sobre o Santuário.

Para compreender esse dogma adventista, é necessário fazer referência à fonte original. Por quê? Porque diante do vexame que essa doutrina pode causar, o adventista pode se ver forçado a mudar sua interpretação quando colocado diante da parede, na tentativa de continuar fiel ao “espírito de profecia” de Ellen G. White. Isso porque nem sempre o adventista está perfeitamente instruído acerca dos escritos da falsa profetisa, podendo contradizê-la sem saber, e assim preservar sua imagem.

No entanto, quando comparamos o que diz a Bíblia contra o que diz a falsa profetisa (e não apenas contra o que diz o adventista), fica claro que só há duas possibilidades: ou a revelação divina está contida na Escritura, ou nos escritos da falsa profetisa.

Como surgiu tal doutrina? O Dia do Grande Desapontamento: o falso profeta batista  Guilherme Miller (1782-1849), ou William Miller (em inglês) aguardava o retorno de Jesus para 1844, segundo uma distorção das profecias de Daniel, e contrariando a proibição de Atos 1:7 ("E disse-lhes: Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder."). Como Jesus não veio naquele ano, o movimento milerita estava destinado a desaparecer.

No entanto, os falsos profetas remendam-se uns aos outros. Diante desse Grande Desapontamento, o falso profeta metodista Hiram Edson (1806-1882), para preservar o movimento, deu ao cumprimento da "profecia" outra interpretação, após uma "visão": agora se referia não mais à vinda de Jesus, mas à entrada de Jesus no Lugar Santíssimo Celestial (Most Holy Place, ou Holy of Holies).

Ellen Gould White (1827-1915) herdou essa interpretação desses dois falsos profetas. Como a grande referência adventista (o “espírito de profecia”) está na obra Ellen G. White (e não William Miller ou Hiram Edson, que ajudaram a criar o dogma adventista), é necessário verificar aquilo que diz sua obra. No documento adventista “28 Fundamental Beliefs” (28 Crenças Fundamentais), a 18ª crença é de que (grifo meu):




The Gift of Prophecy 18

One of the gifts of the Holy Spirit is prophecy. This gift is an identifying mark of the remnant church and was manifested in the ministry of Ellen. G. White. As the Lord’s messenger, her writings are a continuing and authoritative source of truth which provide for the church comfort, guidance, instruction, and correction. They also make clear that the Bible is the standard by which all teaching and experience must be tested. (Joel 2:28, 29; Acts 2:14-21; Heb. 1:1-3; Rev. 12:17; 19:10.)

goo.gl/kPRxAH
O Dom de Profecia

Um dos dons do Espírito Santo é a profecia. Esse dom é uma característica da igreja remanescente e foi manifestado no ministério de Ellen G. White. Como a mensageira do senhor, seus escritos são uma contínua e autorizada fonte de verdade e proporcionam conforto, orientação, instrução e correção à Igreja. Eles tornam claro que a Bíblia é a norma pela qual deve ser provado todo ensino e experiência.

Joel 2:28 e 29; Atos 2:14-21; Heb. 1:1-3; Apoc. 12:17; 19:10

http://www.adventistas.org/pt/institucional/crencas/


Para o adventista, a Igreja Adventista do Sétimo Dia é a igreja verdadeira, a “Igreja Remanescente”, e o que identifica essa Igreja Remanescente (em oposição às igrejas apóstatas) é o ministério profético de Ellen Gould White. Essa crença fundamental assevera, por um lado, o aspecto dogmático dos escritos de Ellen G. White (a[n]... authoritative source of truth), de modo que o adventista não possa contradizê-los sem contradizer a base de sua própria doutrina, caindo na “apostasia” das demais igrejas; mas também sua consequência: o “espírito de profecia” de Ellen G. White separa os adventistas das demais igrejas, por não o reconhecerem.

Em suma, o dogma ensina que, em 1844, Jesus entrou no Lugar Santíssimo para completar a obra de expiação, o lugar mais interior do Santuário Celestial. “In 1844, at the end of the prophetic period of 2300 days, He entered the second and last phase of His atoning ministry.” (crença fundamental nº 24) Quais são os três grandes aspectos heréticos desse dogma adventista?

1) Ensina que o sacrifício expiatório é realizado através de Satanás.
2) Ensina que o sacrifício expiatório, no que diz respeito a Jesus, só se conclui em 1844, quando, na realidade, ele já estava concluído quando o Novo Testamento foi escrito.
3) Ensina que Jesus só recebeu o seu reino em 1844.


PRIMEIRA HERESIA



In like manner, when the work of atonement in the heavenly sanctuary has been completed, then in the presence of God and heavenly angels and the hosts of the redeemed the sins of God's people will be placed upon Satan; he will be declared guilty of all the evil which he has caused them to commit.

(Ellen G. White, The Great Controversy, c. 41, p. 658, grifo meu)
Semelhantemente, ao completar-se a obra de expiação no santuário celestial, na presença de Deus e dos anjos do Céu e do exército dos remidos, serão então postos sobre Satanás os pecados do povo de Deus; declarar-se-á ser ele o culpado de todo o mal que os fez cometer.

(Ellen G. White, O Grande Conflito, c. 41, p. 658, grifo meu)


Christ's work for the redemption of men and the purification of the universe from sin will be closed by the removal of sin from the heavenly sanctuary and the placing of these sins upon Satan, who will bear the final penalty.

(Ellen G. White, Patriarchs and Prophets, p. 358, grifo meu)
A obra de Cristo para a redenção dos homens e purificação do Universo da contaminação do pecado, encerrar-se-á pela remoção dos pecados do santuário celestial e deposição dos mesmos sobre Satanás, que cumprirá a pena final.

(Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 358, grifo meu)


Os cristãos em geral acreditam que Satanás será punido por todos os pecados que cometeu contra Deus, incluindo, evidentemente, todos os pecados alheios nos quais ele teve participação. Isso vale não apenas para Satanás, como para os pecados de qualquer pessoa. Entretanto, a falsa profetisa adventista afirma que a punição de Satanás é parte da expiação. Em todas as referências bíblicas sobre a expiação, não há a mais mínima referência a um papel expiatório dado a Satanás. Pelo contrário, quando de sua crucificação, Jesus exclamou peremptoriamente: Está consumado (Jo 19:30).


SEGUNDA E TERCEIRA HERESIAS

Thus those who followed in the advancing light of the prophetic word saw that instead of coming to the earth at the termination of the 2300 days in 1844, Christ then entered the most holy place of the heavenly sanctuary, into the presence of God, to perform the closing work of atonement, preparatory to his coming.

(Ellen G. White, The Great Controversy, c. 23, p. 422, grifo meu)
Destarte, os que seguiram a luz da palavra profética viram que, em vez de vir Cristo à Terra, ao terminarem em 1844 os 2.300 dias, entrou Ele então no lugar santíssimo do santuário celeste, a fim de levar a efeito a obra final da expiação, preparatória à Sua vinda.


(Ellen G. White, O Grande Conflito, c. 23, p. 422, grifo meu)

For eighteen centuries this work of ministration continued in the first apartment of the sanctuary. The blood of Christ, pleaded in behalf of penitent believers, secured their pardon and acceptance with the Father, yet their sins still remained upon the books of record. As in the typical service there was a work of atonement at the close of the year, so before Christ's work for the redemption of men is completed there is a work of atonement for the removal of sin from the sanctuary. This is the service which began when the 2300 days ended.

(Ellen G. White, The Great Controversy, c. 23, p. 421, grifo meu)
Durante dezoito séculos este ministério continuou no primeiro compartimento do santuário. O sangue de Cristo, oferecido em favor dos crentes arrependidos, assegurava-lhes perdão e aceitação perante o Pai; contudo, ainda permaneciam seus pecados nos livros de registro. Como no serviço típico havia uma expiação ao fim do ano, semelhantemente, antes que se complete a obra de Cristo para redenção do homem, há também uma expiação para tirar o pecado do santuário. Este é o serviço iniciado quando terminaram os 2.300 dias.

(Ellen G. White, O Grande Conflito, c. 23, p. 421, grifo meu)


Durante todo esse período, Cristo teria entrado apenas na instalação maior do Santuário Celestial, sem penetrar no Santíssimo, a região interior.  Nesse sentido, o ensinamento da falsa profetisa contradiz abertamente o ensino da Escritura sobre a obra de Cristo já ter sido completa dezoito séculos antes: “Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez [ephapax] no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção.” (Hebreus 9:12).

No santuário, Jesus entrou apenas na região anterior ao véu? De modo algum! Ele penetrou o interior do véu:

19 A qual temos como âncora da alma, segura e firme, e que penetra até ao interior do véu,
20 Onde Jesus, nosso precursor, entrou por nós, feito eternamente sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque.
(Hebreus 6:19,20)

19 Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus,
20 Pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo [dia = através] véu, isto é, pela sua carne,
(Hebreus 10:19,20)

A Sra. Ellen G. White foi convencida meramente por interpretação das Escrituras? Não! Ela alega ter tido uma visão. Por isso o Juízo Investigativo é um dogma: negá-lo significa negar o "espírito de profecia" da falsa profetiza, descaracterizando todo o movimento adventista. Essa visão é relatada na compilação Early Writings (Primeiros Escritos), pela mesma falsa profetiza: 

I saw the Father rise from the throne, and in a flaming chariot go into the holy of holies within the veil, and sit down. Then Jesus rose up from the throne, and the most of those who were bowed down arose with Him. I did not see one ray of light pass from Jesus to the careless multitude after He arose, and they were left in perfect darkness. Those who arose when Jesus did, kept their eyes fixed on Him as He left the throne and led them out a little way. Then He raised His right arm, and we heard His lovely voice saying, "Wait here; I am going to My Father to receive the kingdom; keep your garments spotless, and in a little while I will return from the wedding and receive you to Myself." Then a cloudy chariot, with wheels like flaming fire, surrounded by angels, came to where Jesus was. He stepped into the chariot and was borne to the holiest, where the Father sat."



(Ellen G. White, Early Writings, p. 55, grifo meu)
Vi o Pai erguer-Se do trono e num flamejante carro entrar no santo dos santos para dentro do véu, e assentar-Se. Então Jesus Se levantou do trono e a maior parte dos que estavam curvados ergueram-se com Ele. Não vi um raio de luz sequer passar de Jesus para a multidão descuidada depois que Ele Se levantou, e eles foram deixados em completas trevas. Os que se levantaram quando Jesus o fez, conservavam os olhos fixos nEle ao deixar Ele o trono e levá-los para fora a uma pequena distância. Então Ele ergueu o Seu braço direito, e ouvimo-Lo dizer com Sua amorável voz: "Esperai aqui; vou a Meu Pai para receber o reino; guardai os vossos vestidos sem mancha, e em breve voltarei das bodas e vos receberei para Mim mesmo." Então um carro de nuvens, com rodas como flama de fogo, circundado por anjos, veio para onde estava Jesus. Ele entrou no carro e foi levado para o santíssimo, onde o Pai Se assentava.

(Ellen G. White, Primeiros Escritos, p. 55, grifo meu)

Em outras palavras: 
1. O Pai se levantou do seu trono. 
2. O Pai entrou no Santíssimo e assentou-se. 
3. Jesus se levantou do trono. 
4. Jesus declara que receberá o Reino. 
5. Jesus entrou no Santíssimo. 

É claro que essa visão foi posterior ao remendo de Hiram Edson. Porque essa visão é “necessária”, no contexto da falsa profetiza? Porque sabemos, pelas Escrituras, que Jesus, depois de ter feito a purificação pelos pecados, assentou-se à destra de Deus desde que ascendeu aos céus (Rm 8:34; Cl 3:1; Hb 1:3; 1 Pe 3:22). A escritura nos diz que Jesus iria se levantar, que iria para outro trono? Não, ela nos diz que, após assentar-se à direita de Deus, iria esperar até que todos os seus inimigos sejam postos por escabelo de seus pés.
12  Mas este, havendo oferecido para sempre um único sacrifício pelos pecados, está assentado à destra de Deus,
13  Daqui em diante esperando até que os seus inimigos sejam postos por escabelo de seus pés.
(Hebreus 10:12,13)

Quando Jesus se assenta? Em 1844? Não! Dezoito séculos antes! Até quando Jesus iria esperar? Até 1844? Não! Até a ressurreição dos mortos, e durante todo esse tempo ele iria reinar (1 Co 15:21-28,53,54). Segundo a falsa profetisa, naquele momento, após o Grande Desapontamento (1844), Jesus ainda iria receber seu reino! Isso contraria abertamente textos como Mt 28:18; 1Co 15:23,24; Cl 1:13.

Refutar o Juízo Investigativo não é apenas refutar um ponto dos dogmas adventistas; é destruir a base de todo o movimento. Se o Juízo Investigativo é falso (como Hebreus prova), as visões de Ellen G. White estão erradas. Se essas visões estão erradas, ela não tem o "espírito de profecia", que caracteriza, no adventismo, a Igreja Remanescente. Se ela não tem o "espírito de profecia", aqueles que se deixaram conduzir por ela estão se deixando conduzir por um cisma diabólico.

Ou Ellen G. White, ou a Escritura.


G. M. Brasilino

13 comentários:

  1. Sr. Gyordano,

    Muito bom. Que Deus continue te abençoando.

    Sola Scriptura! o/

    Yan Guedes.

    ResponderExcluir
  2. Os adventistas não consideram os escritos de Ellen White com a mesma autoridade da bíblia, e sim como escritos que reforçam e esclarecem as escrituras sagradas. Vide o que a própria igreja declara:

    Como nos é declarado no livro Nisto Cremos “Os escritos de Ellen White não constituem um substituto para a Bíblia. Não podem ser colocados no mesmo nível. As Escrituras Sagradas ocupam posição única, pois são o único padrão pelo qual os seus escritos – ou quaisquer outros – devem ser julgados e ao qual devem estar subordinados” (Nisto Cremos, Associação Ministerial, Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1989, p. 305).

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Não interessa se a autoridade dela está acima, ao lado ou abaixo da Escritura. O que interessa é que a autoridade dela CONTRADIZ a autoridade da Escritura.

      Excluir
  3. EGW considera os seus escritos como uma luz menor para nos levar a luz maior...Desconsiderar isso é no mínimo fazer injustiça.Devemos lembrar que deus sempre teve em todas as épocas o espírito de profecias e que no final dos tempos ,Ele levantaria um povo que aguardaria e falariqa a tds as nações sobre a vinda de Jesus e que teria 2 igrejas: A Vísivel (AP 12 :17)e a Invísivel(Ap 18:4),sendo que a vísivel teria no cerne de sua doutrina a guarda dos mandamentos de Deus e a Fé em JEsus...A Lei e a Graça sempre andarão juntas...Mas Ap 19:10 explica o que é a Fé em JEsus:O Espirito de PRofecias. E quem Deu esses conselhos não foi EGW....E sim Veio direto do céu.Perguntem a Deus com sinceridade e aguarde a resposta sobre isso!Graça e PAz a todos.Sem profecias o povo se corrompe.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muito bom mesmo!
      Agora eu quero fazer uma pergunta, existe santuário no céu?
      Se não mim explique o último versículo de apocalipse 11.

      Excluir
    2. Sim, segundo os textos de Hebreus citados acima.

      Excluir
    3. Nao adianta mostrar q foram visoes falsas e que ela NAO tinha o Espirito Santo.

      Excluir
    4. Nao adianta mostrar q foram visoes falsas e que ela NAO tinha o Espirito Santo.

      Excluir
  4. Para debater a respeito do juízo investigativo e preciso conhecer a doutrina do Santuário, conhece?

    ResponderExcluir
  5. Muito bom o seu texto, pena que contém falhas de interpretação nos textos de Ellen White e das Crenças Fundamentais dos Adventistas do Sétimo Dia, além de ter damasiada sofisma.

    Primeira Heresia - "serão então postos sobre Satanás os pecados do povo de Deus; declarar-se-á ser ele o culpado de todo o mal que os fez cometer". Qual a incoerência com a Palavra de Deus? O Yom Kipur, Dia da Expiação (ou Dia do Juízo) ocorria no décimo dia do mês sétimo (Levítico 23:37). Havia sacrifícios diários pelo pecado, mas esse era um dia especial, de santa convocação. Aprendemos em Levítico 16 que o Sumo Sacerdote: 1. se purificaria com água; 2. vestiria suas vestes santas de linho; 3. mataria um novilho para fazer expiação por si e pela sua família; 4. tomaria uma vasilha de brasas do altar e entraria no Santo dos Santos para que a nuvem de incenso cobrisse o propiciatório, que era o lugar da expiação, da propiciação e da reconciliação; 5. sairia, tomaria o sangue do novilho, entraria pela segunda vez no lugar santo com o sangue e o aspergiria sete vezes sobre o propiciatório e diante dele; 'mataria o bode para a oferta pelo pecado, ultrapassaria o véu pela terceira vez e faria com o sangue como tinha feito com o sangue do novilho; 'faria expiação pelo lugar santo e pelo altar do holocausto; "imporia as mãos sobre a cabeça do bode vivo (Azazel, simbolizando Satanás), confessaria os pecados do povo e enviaria o bode para o deserto; e " tiraria as vestes de linho, iria lavar-se, poria outra roupa e ofereceria um holocausto por si e pelo povo. Devemos lembrar que Satanás pagará pelos PECADOS PERDOADOS dos Salvos.


    Segunda e Terceira Heresia - É necessário estudar profundamente o Tema do Santuário, e muito cuidado ao se referir a Cronologia bíblica. Moisés fizera o santuário terrestre "segundo o modelo que tinha visto". (Atos 7:44) Paulo declara que "o tabernáculo e todos os vasos do ministério", quando se acharam completos, eram "figuras das coisas que estão no Céu". Heb. 9:21 e 23. E João diz que viu o santuário no Céu. Aquele santuário em que Jesus ministra em nosso favor, é o grande original, de que o santuário construído por Moisés era uma cópia.

    O ministério do sacerdote, durante o ano todo, no primeiro compartimento do santuário, "para dentro do véu" que formava a porta e separava o lugar santo do pátio externo, representa o ministério em que entrou Cristo ao ascender ao Céu. Era a obra do sacerdote no ministério diário, a fim de apresentar perante Deus o sangue da oferta pelo pecado, bem como o incenso que ascendia com as orações de Israel.

    Assim pleiteava Cristo com Seu sangue, perante o Pai, em favor dos pecadores, apresentando também, com o precioso aroma de Sua justiça, as orações dos crentes arrependidos. Esta era a obra ministerial no primeiro compartimento do santuário celeste.

    Para ali a fé dos discípulos acompanhou a Cristo, quando, diante de seus olhos, Ele ascendeu. Ali se centralizara sua esperança, e esta esperança, diz Paulo, "temos como âncora da alma segura e firme, e que penetra até o interior do véu, onde Jesus, nosso Precursor, entrou por nós, feito eternamente Sumo Sacerdote". "Nem por sangue de bodes e bezerros mas por Seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção." Hebreus 6:19 e 20; 9:12.

    Assim como o ministério de Cristo devia consistir em duas grandes divisões, ocupando cada uma delas um período de tempo e tendo um lugar distinto no santuário celeste, semelhantemente o ministério típico consistia em duas divisões - o serviço diário e o anual - e a cada um deles era dedicado um compartimento do tabernáculo.

    The grace of the Lord Jesus Christ, and the love of God, and the communion of the Holy Ghost, be with you all. Amen.

    ResponderExcluir