17/03/14

O problema teológico do “sionismo cristão”

O povo judeu tem direito à sua própria terra. Os cristãos devem rejeitar com veemência as declarações de ditadores orientais dispostos a destruir Israel. Devem olhar com preocupação e muito pesar as vidas de todos, judeus e palestinos, que sofreram e sofrem em razão dos conflitos no Oriente Médio. Devem repudiar a forma com que seres humanos são usados como massa de manobra. Os cristãos devem erguer a sua voz em favor da paz e da reconciliação naquela região mesmo que seja uma voz solitária. Aliás, ainda mais se essa voz for solitária.

O que é o sionismo cristão? Ataco aqui não qualquer forma de sionismo, mas o chamado sionismo cristão. Trata-se de uma doutrina teológica (fortemente vinculada ao dispensacionalismo) que propõe legitimar a posse judia sobre a totalidade do território do Israel bíblico. Os sionistas cristãos identificam ingenuamente o Israel da promessa divina e da narrativa bíblica (o Israel do Antigo Testamento) com o moderno estado de Israel, fundando em 1948. Isso significa dizer que o movimento sionista cristão atribui ao atual estado de Israel as mesmas prerrogativas (divinamente chanceladas) que tinha o Israel dos tempos bíblicos.

O problema do sionismo cristão atacado aqui é teológico. Isso significa que o que aqui se escreve não faz muito sentido se lido por judeus ou por qualquer outro indivíduo que não confesse a fé cristã. O texto se baseia em uma confissão cristã: a de que o judeu Jesus de Nazaré é o Messias de Israel, o líder legítimo desse povo — ainda que o negue — e de qualquer outro povo na face da terra.

[O texto “Israel e Igreja” trata do tema aqui colocado sob um ângulo complementar ao aqui esboçado. O que naquele texto já foi provado não se discutirá aqui.]

Os cristãos crêem não que Jesus se tornará o Messias, mas que ele já o é hoje, neste exato momento. “Cristo” (Χριστὸς) é a palavra que os judeus de língua grega escolheram para traduzir o Messias (מָשִׁיחַ) das profecias, muito antes de Jesus nascer (e.g. Daniel 9:25,26 LXX); ambas significam “ungido”, e se reportam à tradição de que Deus conferia autoridade através do ato simbólico pelo qual um escolhido recebia sobre si unção com óleo, seja rei, seja profeta, seja sacerdote (c.f. Êxodo 28:41; 1 Reis 19:15,16).

Tal palavra tem um significado especial quando trata da linhagem real davídica. Deus havia prometido que a descendência de Davi perpetuamente se sentaria no seu trono para reinar sobre Israel (2 Samuel 7:16; 1 Reis 8:25; Jeremias 33:17). Entretanto, o povo de Israel quebrou a aliança para com Deus e recebeu como punição o Exílio Babilônico, de modo que a linhagem real nunca mais foi recuperada. Isso quer dizer que o povo israelita nunca saiu do Exílio, mesmo que tenha posteriormente retornado à terra. A promessa de Deus, entretanto, não cairá jamais. Deus haveria de restaurar o povo israelita à sua terra, e com isso se iniciaria uma era de ouro: a era do Messias.

21 Dize-lhes pois: Assim diz o Senhor Deus: Eis que eu tomarei os filhos de Israel dentre os gentios, para onde eles foram, e os congregarei de todas as partes, e os levarei à sua terra.
22 E deles farei uma nação na terra, nos montes de Israel, e um rei será rei de todos eles, e nunca mais serão duas nações; nunca mais para o futuro se dividirão em dois reinos.
23 E nunca mais se contaminarão com os seus ídolos, nem com as suas abominações, nem com as suas transgressões, e os livrarei de todas as suas habitações, em que pecaram, e os purificarei. Assim eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus.
24 E meu servo Davi será rei sobre eles, e todos eles terão um só pastor; e andarão nos meus juízos e guardarão os meus estatutos, e os observarão.
25 E habitarão na terra que dei a meu servo Jacó, em que habitaram vossos pais; e habitarão nela, eles e seus filhos, e os filhos de seus filhos, para sempre, e Davi, meu servo, será seu príncipe eternamente.
26 E farei com eles uma aliança de paz; e será uma aliança perpétua. E os estabelecerei, e os multiplicarei, e porei o meu santuário no meio deles para sempre.
27 E o meu tabernáculo estará com eles, e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.
28 E os gentios saberão que eu sou o Senhor que santifico a Israel, quando estiver o meu santuário no meio deles para sempre.
(Ezequiel 37:21-28)

O ponto mais espantoso da profecia é a clara referência a Davi. O retorno do Exílio quer dizer o início da era messiânica. Quando da anunciação do nascimento de Jesus, o anjo diz a Maria:

30 Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus.
31 E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus.
32 Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai;
33 E reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim.
(Lucas 1:30-33)

Quando confessamos que “Jesus é o Cristo” (1 João 5:1), dizemos com isso que ele é o legítimo rei escolhido por Deus para reinar sobre Israel. Por isso os cristãos não podem atribuir qualquer autoridade especial ou divina ao moderno Estado de Israel sem retirá-la de Jesus. O atual Estado de Israel tem a mesma autoridade que tem qualquer outro Estado da terra (Romanos 13:1-7), sem um centímetro de legitimação especial da parte de Deus. Ele não assinou seu nome.

Naturalmente não há qualquer lugar na genuína Teologia Cristã para o discurso assassino de que os judeus atuais são culpados da morte de Jesus. São tão culpados quanto qualquer outro gentio (Atos 4:27). O amor divino está tão disponível aos judeus quanto a qualquer outro gentio; todos os seres humanos são igualmente necessitados de sua graça. Um judeu que não confessa o cristianismo não está “mais condenado” do que qualquer outro gentio. A ira de Deus caiu sobre os judeus que negaram e crucificaram a Jesus naqueles tempos, que ainda estavam vivos quando o Novo Testamento era escrito; nas palavras de Jesus, “esta geração” (Mateus 23:36), “maligna” (Lucas 11:29), referindo-se aos seus contemporâneos judeus (e mesmo assim não a todos), não aos de hoje. Do mesmo modo, não se pode atribuir aos judeus individuais a responsabilidade pelas atitudes do Estado de Israel, que eles não criaram.

Quando Deus quis que a terra de Canaã fosse tomada, ele mesmo conduziu o seu povo pela mão de profetas, com pragas, sinais e milagres, com nuvem, fogo e trovões, inequivocamente. Deus não fez nada disso em 1948. Isso não nos dá direito de negar legitimidade secular ao Estado de Israel, assim como não nos dá nenhum direito de negar aos judeus a sua autodeterminação; devemos apoiar essa autodeterminação e defender a existência desse Estado, a despeito das atitudes de qualquer governo que nele se encarne. Não obstante, é necessário pontuar: o moderno Estado de Israel não tem qualquer autoridade especial da parte de Deus. Não é cumprimento de nenhuma promessa divina! Somente o Messias tem a prerrogativa de restaurar a nação judaica. Qualquer outra tentativa é secular e por isso não pode usar o nome de Deus.

Os sionistas cristãos são aliados naturais dos israelitas que querem a expansão do estado de Israel. São aliados naturais dos que querem guerra. É evidente que esses sionistas são cristãos, e por isso provavelmente se sentem desconfortáveis em legitimar uma guerra desnecessária, visto que os judeus não necessitam de toda a terra que foi prometida no Antigo Testamento. Mas como tudo termina sendo colocado na conta de Deus, o sionista sai com a consciência limpa — e mãos sujas. Mas Deus, até o presente (e diferentemente do que fez no Êxodo e no regresso do Exílio Babilônico), não declarou apoio ao movimento sionista, e é bom que o nome dele não seja usado como bandeira de guerra.

O Exílio mesmo é uma demonstração de que o povo de Israel não tem direito irrestrito à terra. A promessa da terra foi primeiramente feita a Abraão, e dele se estende à sua descendência. Depois de feita a promessa, Deus dá a Abraão o sinal da circuncisão: todo homem deveria se circuncidar; o que não fosse circuncidado não faria parte do povo (Gênesis 17:14). Os sionistas cristãos raciocinam como se a mera ascendência a Abraão fosse suficiente para garantir a posse da promessa, e daí saltam à identificação do moderno Estado de Israel como “cumprimento da promessa de terra” feita a Abraão.

O que nos ensina o apóstolo Paulo acerca da circuncisão?

25 Porque a circuncisão é, na verdade, proveitosa, se tu guardares a lei; mas, se tu és transgressor da lei, a tua circuncisão se torna em incircuncisão.
26 Se, pois, a incircuncisão guardar os preceitos da lei, porventura a incircuncisão não será reputada como circuncisão?
27 E a incircuncisão que por natureza o é, se cumpre a lei, não te julgará porventura a ti, que pela letra e circuncisão és transgressor da lei?
28 Porque não é judeu o que o é exteriormente, nem é circuncisão a que o é exteriormente na carne.
29 Mas é judeu o que o é no interior, e circuncisão a que é do coração, no espírito, não na letra; cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus.
(Romanos 2:25-29)

3 Porque a circuncisão somos nós, que servimos a Deus em espírito, e nos gloriamos em Jesus Cristo, e não confiamos na carne.
(Filipenses 3:3)


A circuncisão carnal pode ser reputada como incircuncisão para aquele que não obedece à Lei de Deus. A consequência imediata (antecipada pelos profetas) é de que esses estão fora da promessa de Deus. Necessitam de arrependimento; a mera marca corporal exterior não diz nada se a ela não corresponde o interior. Por isso, comentando o texto de Gênesis 15:6, o apóstolo Paulo pode dizer de Abraão (que ainda se chamava Abrão, dois capítulos antes da circuncisão):

1 Depois destas coisas veio a palavra do Senhor a Abrão em visão, dizendo: Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, o teu grandíssimo galardão.
2 Então disse Abrão: Senhor Deus, que me hás de dar, pois ando sem filhos, e o mordomo da minha casa é o damasceno Eliézer?
3 Disse mais Abrão: Eis que não me tens dado filhos, e eis que um nascido na minha casa será o meu herdeiro.
4 E eis que veio a palavra do Senhor a ele dizendo: Este não será o teu herdeiro; mas aquele que de tuas entranhas sair, este será o teu herdeiro.
5 Então o levou fora, e disse: Olha agora para os céus, e conta as estrelas, se as podes contar. E disse-lhe: Assim será a tua descendência.
6 E creu ele no Senhor, e imputou-lhe isto por justiça.
7 Disse-lhe mais: Eu sou o Senhor, que te tirei de Ur dos caldeus, para dar-te a ti esta terra, para herdá-la.
(Gênesis 15:1-7)


9 Vem, pois, esta bem-aventurança sobre a circuncisão somente, ou também sobre a incircuncisão? Porque dizemos que a fé foi imputada como justiça a Abraão.
10 Como lhe foi, pois, imputada? Estando na circuncisão ou na incircuncisão? Não na circuncisão, mas na incircuncisão.
11 E recebeu o sinal da circuncisão, selo da justiça da fé quando estava na incircuncisão, para que fosse pai de todos os que crêem, estando eles também na incircuncisão; a fim de que também a justiça lhes seja imputada;
12 E fosse pai da circuncisão, daqueles que não somente são da circuncisão, mas que também andam nas pisadas daquela fé que teve nosso pai Abraão, que tivera na incircuncisão.
13 Porque a promessa de que havia de ser herdeiro do mundo não foi feita pela lei a Abraão, ou à sua posteridade, mas pela justiça da fé.
14 Porque, se os que são da lei são herdeiros, logo a fé é vã e a promessa é aniquilada.
15 Porque a lei opera a ira. Porque onde não há lei também não há transgressão.
16 Portanto, é pela fé, para que seja segundo a graça, a fim de que a promessa seja firme a toda a posteridade, não somente à que é da lei, mas também à que é da fé que teve Abraão, o qual é pai de todos nós,
(Romanos 4:9-16)

O mesmo argumento aparece em Gálatas 3, e o propósito é um só: estabelecer que os cristãos são (através de Cristo e por nele estarem) filhos de Abraão, e por isso mesmo herdeiros seus. A filiação carnal (Israel segundo a carne) não substitui a filiação da promessa (Israel de Deus); esse mesmo erro (jactar-se da filiação carnal como proteção diante do juízo divino) foi condenado por João Batista:

Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento, e não comeceis a dizer em vós mesmos: Temos Abraão por pai; porque eu vos digo que até destas pedras pode Deus suscitar filhos a Abraão.
(Lucas 3:8)

Sionistas cristãos raciocinam assim: “Deus prometeu aos judeus a terra e aos cristãos o céu.” As duas coisas são falsas. Deus prometeu aos judeus e aos cristãos um reino. Paulo é claro: Deus prometeu a Abraão ser herdeiro do mundo, e os herdeiros dessa promessa são tanto os circuncisos quanto os incircuncisos (desde que crentes em Jesus); mas, muito mais do que isso, como Hebreus 11 esclarece, a promessa aguardada pelos santos do Antigo Testamento apontava para “a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus” (v. 10), que é a Jerusalém Celestial à qual chegamos pela fé (Hebreus 12:22,23).

O importante não é a terra (que os judeus de fato receberam, e por fim rejeitaram); o importante é que Deus seria o Deus daquele povo (Êxodo 6:7; cf. Oseias 1:9), e essa promessa foi feita tanto aos judeus quanto aos cristãos (ainda que a segunda promessa seja melhor). É ridículo reduzir a relação dos judeus do Antigo Testamento com Deus a uma “promessa de terra”. A terra é secundária em relação ao Deus da terra. O equívoco do sionismo cristão é um equívoco acerca de quem é o portador da promessa divina, sobre quem Deus cumpre sua promessa e como ele o faz. Os textos citados pelos sionistas cristãos são muitos e exigiriam uma discussão particular, mas eles não têm como jogar para debaixo do tapete os textos bíblicos aqui citados. É um literalismo que só consegue ser literal jogando letras fora. As promessas de Deus não se cumprem sobre os "incrédulos" (Romanos 11:23).

Mais uma vez: o povo judeu tem direito à sua terra. Mais uma vez: não se use o nome de Deus.

(G. M. Brasilino)

13 comentários:

  1. Ótimo texto, bate exatamente como creio. Deus o abençoe.

    Uma dúvida: O texto Zacarias 12:9-10 é interpretado por muitos como uma profecia de que, na volta de Jesus, os judeus se converterão e haverá uma conversão geral da nação de Israel. O texto segue abaixo. Qual sua opinião?

    9 E acontecerá naquele dia, que procurarei destruir todas as nações que vierem contra Jerusalém;
    10 Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e prantearão sobre ele, como quem pranteia pelo filho unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito.

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    1. O principal problema com os dispensacionalistas na leitura desse texto (e de alguns outros) não é tanto a interpretação da letra, mas sim o momento em que colocam o seu cumprimento. Eles o encaixam em um quadro futuro espúrio. A Bíblia não fala de uma "conversão geral da nação de Israel". Fala sim, nesse caso, especificamente sobre os habitantes de Jerusalém (que são apenas uma fração da nação de Israel).

      Mas note que quem quiser interpretar esse texto com estrita literalidade encontrará de logo um problema: o texto fala sobre a conversão da "casa de Davi", ou seja, da linhagem de descendentes de Davi (cf. 1 Reis 12:26). Qual é o problema com isso? Simples: não há descendentes de Davi hoje. O único é o próprio Jesus! Os dispensacionalistas tem que jogar essa parte para debaixo do tapete se quiserem interpretar o texto literalmente.

      Eles se gabam de uma hermenêutica literalista, na qual os textos bíblicos são interpretados com o máximo de literalidade possível. Entretanto, o único texto bíblico que eu pude ver os dispensacionalistas interpretarem literalmente com sucesso foi 1 Tessalonicenses 4:13-18 (o que não significa que eles encaixem o texto de modo correto dentro do quadro cronológico). Em todos os demais textos, sempre há algo que é jogado para debaixo do tapete e esquecido, de modo a manter a imagem de interpretação literal.

      Para piorar o quadro, eles interpretam essa profecia tratando a ordem das declarações como ordem cronológica. Dispensacionalistas devem morrer de calafrios quando leem 1 Reis 19:16 e descobrem que Jeú não foi ungido por Elias, mas sim por seu sucessor Eliseu (2 Reis 9:5,6), e que a unção de Eliseu (a última declarada) foi anterior às outras.

      Há também alguns problemas com relação à tradução do texto (e das alusões feitas a ele no Novo Testamento), mas não tenho nenhuma posição a esse respeito.

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  2. desculpe, mas nesta você se equivocou em pontos....

    embora seja dos lúcidos (pelo pouco que te li), estás induzido a 'ouvir o canto da sereia', que são os inimigos árabes da decendência escolhida, este 'canto' tanto os pinta como COITADINHOS - o movimento MST palestino (na prática), a primeira pergunta não é falar sobre herança judaíca, mas QUAL é a CULTURA daquelas terras, quem se estabeleceu na totalidade dela por MAIS DE MILÊNIO ? ISRAEL ....

    Se você acha pouco este argumento, que tal DAR TUA CASA para algum indigena novidadeiro que diga ser 'herdeiro' dos antigos de sua localidade ?


    Quanto à você vincular dispensacionalismo com sionismo, é um equívoco, pois é justamente o CONTRÁRIO, o dispensacionalismo é o que advoga SEPARAÇÃO dos ditâmes do VT para o novo.. Mas até aí poderia ser detalhe, a questão é que você está se esquecendo, ou foi induzindo a esquecer, que há uma MÍRÍADE DE PROFECIAS sobre a VITÓRIA DE ISRAEL ao fim dos tempos, não estão falando só da Israel espiritual, mas A NAÇÃO QUE EM UM ÚNICO DIA (1948) foi criada , pois profetizado assim..no VT.

    esta nação será RODEADA pela guerra dos gentios, e , guerreando, PREVALECERÁ no vale da decisão, não há como apenas espiritualizar este relato, há e haverá guerra mundial contra Israel, e é nosso DEVER apoiar Israel (dentro de limites) , pois está escrito que por rebelde que seja (e é), Deus não desprezará totamente seu povo, haverá tempo que o 'potente de Israel', se levantará para defender a causa deles.., contra todos os gentios, em conlúio contra o DIRETO DE HERANÇA deles, que é a terra prometida...

    Agora você tem acertos, realmetne os Judeus desprezaram as bençãos de Deus, porém não desprezaram a terra em sí, mas o Cristo que poderia lhes livrar , e por isto PAGARAM um preço imenso, mas isto NÃO deve ser confundido com 'deserdados', pois 1948 foi profetizado - como você sabe, TUDO que acontece neste mundo é permissão divina, e o VT é bem claro (então veja como é impossível teu argumento de ser 'dispensacionalismo'), de que esta nação , antes vendida pelo próprio Deus , seria re-FUNDADA EM ÚM ÚNICO DIA, e assim foi...em 1948... espiritualizar apenas a heraça Israelita é um equívoco, igualmente o Vt informa que o povo Israelita teria sofrimento sem paralelo por terem desprezado o Messias, e assim foi, a questão é lembrar que Deus JAMAIS ABANDONA , ainda que corrija duramente seu povo.

    'MULTIDÕES, MULTIDÕES NO VALE DA DECISÃO'.....
    meus respeitos pelo bom trabalho deste espaço, conheci-o recentemente, mas sempre há algo para aperfeiçoar, é importante não deixarmos o induzido pelos seculares ter, o mínimo que seja, espaço em nosso meditar, você não desqualificou Israel, mas deves entender que HÁ SIM um povo com direito, e outro ESPOLIANDO este direto, os palestinos são apenas ÁRABES que MIGRARAM de seus países originais, IMBUÍDOS E MOVIDOS por GANÂNCIA pelas terras que não eram suas, , tal qual hoje os movimentos de sem teto e sem terras, os quais Deus NÃO aprova, pois isto significaria colocar Deus como 'maléfico que enriquecia os burgueses, os reis, os escohidos, e portanto não era um deus-marxista' ', e Deus, certamente, não é maléfico, mas esta cantilena marxista (nos que a tenham, não estou acusando-te), tenta igualizar o DESIGUALADO por Deus = por isto que há INFERNO , e há paraíso, e ATÉ no paraíso haverão lugares de honra diferenciados, relata a bíblia.

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  3. finalzando...

    um APELO para que você reveja a questão, para não 'fincar bandeira', sem a ANÁLISE DO CONTRADITÓRIO, quando acertamos 10vezes, na 11a o risco de errar aumenta exponêncialmente, pois ai já estaremos mais relaxados do quão somos 'usados e atinados ao saber religioso', mas você (seja, ou seja quem for) tem matérias muito boas, em especial contra as heresias católicas, mas cuidado com temas midiáticos assim, há um INSINUANTE proselitismo da cultura de 'vitimismo' pró-palestinos, quando a realidade é bem outra, eles não são vítimas, tanto quando alguém que adentrar na tua casa, armado, e disser que ficará com metade dela, não seria, e menos ainda se disser 'não quero mais metade, mas te exterminar também'.... é o que ÁRABES ISLÂMICOS EM GERAL são ensinados - a ODIAR Israel, isto é absolutamente fácil provar , seja pelo coraõ, seja pelos Sheiks, seja pela cultura destes países, Israel TEM TODO O DIREITO sobre aquelas terras, para começar que é uma FRAÇÃO da grandeza de Pérsias, Iraques, enfim, querem tirar dele até o RESQUÍCIO que Deus lhes legou...

    retorno - tua casa foi DE ALGUÉM antes de tí, e alguém outro ainda antes, daria ela à herdeiros destes ? OU será que a cultura atual deve prevalecer ? é um direito NATURAL óbvio, pois se temos que regredir nos diretos, ninguém deverá ter mais nada, e deveremos correr para nos esconder dos bárbaros raivosos , e lembre-se sempre CISÃO DE ESPÍRITOS , HÁ UMA intensa batalha espiritual, que incita os dois lados, um lado se move (e ai sim dar-te-ia razão) por ORGULHO GENÉTICO-PÁTRIO (Israel), porém o outro não somente faz a mesma cousa, mas move-se por vontade de EXTERMINAR o herdeiro escolhido por Deus.é por isto , PERCEBA que palestinos em geral nunca se contentam com a hipótese de um acordo divisor, eles querem JERUSALÉM , poiis querem, espiritualmente, o que foi dado por Deus.... Não se pode resolver esta questão sem entender isto, diz a bíblia O FILHO DA PROMESSA , sempre será PERSEGUIDO pelos filhos da escrava Agar.... , isto ilustra Judeus vs cristãos, mas também árabes vs judeus, e até o ajuntamento de povos contra Jesus.

    Enfim, na questão espiritual HÁ LADOS, não é simples questão de opções motivadas por carne.
    inté... e grato pelo espaço, caso o comentário remanesça para contra-ponto (no que couber, sinceramente não te lí todo, mas um tanto razoável).

    Articulador de Cristo..

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    1. O único "canto" que eu pretendo ouvir é o das Escrituras. Deus não tem promessa nenhuma para descrentes. Ele só tem um povo (Efésios 2:14-16), e a descendência eleita é Cristo e aqueles que nele estão (Gálatas 3).

      Já pensou em ser um palestino e ter que dar sua casa a um judeu "novidadeiro"?

      Se quiser debater o tema, precisa fazê-lo ponto por ponto.

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    2. minha parte foi feita, mas a questão é que você quer ignorar que baseia toda tua exegese em um 'petitio principii' de que Israel como povo não é abençoado, mas só cristãos, e ai já te disse que Apocalipse (e tantas mais passagens na bíblia) discorda - o POVO de israel terá suporte divino ETERNAMENTE , embora o próprio eus tenha permitido o Holocausto (também profeitzado), a bíblia é clara, reiterada, que Deus SEMPRE guarnecerá um REMANESCENTE do POVO (raça) Israelita, pois haverá uma luta REAL do mundo maligno, contra o Israel-raça-povo, isto é INDEPENDENTE de muitos deles serem condenados. Já na pergunta que você destacou acima, não respondestes, você mora em algum lugar, alguém antes de você foi proprietário, se é para defender a RECURSIVIDADE da posse, você, para ser sincero contigo mesmo, DEVE aceitar os direitos dos mui antigos proprietários, ad-infinitum, esta estória de defender palestinos por que a MIDIA os vitimiza, não é lógica com tua própria vida, nem a de ninguém nos tempos modernos, todos vivendo à custas de antigas querelas e tomadas em guerras tribais , então porque a Discriminação à Israel, se ele não fez NADA diferente do que nossos antepassados fizeram ? seeles tem que doar terras para árabes Ismaelitas, comecemos por nós para dar o ...exemplo pela mesmissima lógica..

      você se pretende ouvir apenas as escrituras, mas não teu texto não é basilado em escrituras apenas, é baseado em uma cultura que tem seduzido muitos cristãos, de pintar palestinos como 'hipossuficientes coitadinhos lutando por direitos inquestionáveis', debater 'ponto à ponto' é COMEÇAR por você nos dizer quando e onde foram provados estes 'direitos inquestionáveis' dos Palestinos (melhor chamá-los pelo nome real e também o bíblico' - ISMAELITAS e ÁRABES , o povo que NÃO sendo da promessa de Isaque, se avultou em ÓDIO contra o povo da promessa, e assim , conforme PROFETIZADO , tem sido até hoje. OU será que você acha que o INTENSO ÓDIO de Irã, Paquistão, Iraque, e todo o povo árabe-Islamita contra os Judeus (não apenas cristãos note bem).. (quase de forma unânime) é 'mera coincidência' ?. Favor SE DAR o DIREITO de reavaliar, é quando não nos damos este direito, que acabamos por deixar de fazer parte da solução.
      Termino, à princípio não vejo ninguém querendo dar o braço à torcer, e nesta questão a simplicidade já deveria resolver a questão - TODO o mundo árabe odeia Israel, PORQUE ? responda a tí-mesmo, as terras de Israel tem QUAL CULTURA na época moderna ? JUDAÍCA , então se você puder defender que devemos devolver o Brasil aos Portugueses, e antes destes aos Silvícolas , ai é um ponto que terias.

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    3. uma citação :
      Joel 3-1 Porque, eis que naqueles dias, e naquele tempo, em que removerei o cativeiro de Judá e de Jerusalém, 2 Congregarei todas as nações, e as farei descer ao vale de Jeosafá; e ali com elas entrarei em juízo, por causa do meu povo, e da minha herança, Israel, a quem elas espalharam entre as nações e repartiram a minha terra.

      'espiritualizar' a bíblia é necessário em ALGUMAS passagens, mas a bíblia também é literal, os GENTIOS que receberam Cristo não tiveram suas 'terras repartidas' como praxe, para justificar o texto acima, que, não devemos olvidar, é para a descendência dos Judeus, povo SIM de Deus, ABRAÃO , MOISÉS, DAVID , eles não eram chamados de 'povo e Deus' APENAS por serem espiritualizados, TANTO , peço (outra vez) que medites, que Jesus NÃO veio de uma descendência árabe ou qualquer, mas conforme PROMETIDO de uma descendência BIOLÓGICA-JUDAICA (raça portanto).

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    4. Há dois "Israeis": o Israel de Deus e o Israel segundo a carne. Deus só fez promessas para o seu Israel. O remanescente dentre o Israel segundo a carne são os judeus convertidos ao cristianismo, isto é, totalmente cristãos. O Israel de Deus (judeus e gentios) são os verdadeiros descendentes de Abraão pela fé em Jesus Cristo. Deus só tem um povo.

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    5. Só mais uma coisa: não espere que eu leia respostas desse tamanho e sem o mínimo de gramática. Se quiser atenção, dê atenção primeiro.

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  4. Esse Gyordano deve ser membro do Hamas ou do Boku haram,

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    1. Acusar falsa e arbitrariamente é fácil.

      Difícil é mostrar que leu e entendeu o texto.

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  5. https://www.radioislam.org/islam/portugues/poder/judeus_brasil.htm

    Estamos uma grave problema no Brasil.

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  6. Não faz sentido algum essa crença que coloca o atual estado de Israel como o novo Israel, pois a maioria esmagadora dos judeus rejeita Yeshua como Messias. O verdadeiro Israel é a igreja de Cristo, ou seja, os seguidores de Jesus, pois o Messias terá um reino milenar, o qual governará as nações com vara de ferro. Apocalipse fala sobre os 144.000 mil selados, hebreus verdadeiros que de alguma maneira não se misturaram com outros povos, corrompendo a genética, mas trata-se dos hebreus que nos últimos dias converterão-se em cristãos. Ora, Apocalipse fala dos cento e quarenta e quatro mil enquanto que Zacarias diz que dois terços seriam mortos. Se minha interpretação estiver certa, nos tempos futuros o número de hebreus verdadeiros será 432.000, pois dois terços morrerão, restando apenas 144.000, os quais se converterão a Cristo, para fazerem parte da igreja de Cristo e do Novo Israel, que será numa nova Terra, num novo Universo. Portanto, esse Israel terreno, que vemos hoje, é governado por falsos judeus, da Sinagoga de Satanás, pois além de rejeitarem a Cristo, o governo sionista mata cristãos palestinos, e a mídia nem se quer denuncia isso. O atual estado de Israel não pode ser espiritual de forma alguma, pois se fosse, amaria o próximo e não perseguiria a igreja. E o problema que eu tenho em relação ao sionismo cristão, é que este apoia o sionismo judaico, contrariando a bíblia e dando apoio a religião que matou Cristo. A maioria de judeus se quer são de origem semita, mas, são asquenazis, orindos da antiga Khazaria, um povo que se converteu ao judaismo. Portanto, Israel continua a ser pisada por gentios, só que convertidos ao judaismo. E não é de se adimirar que o próprio diabo se transforma em anjo de Luz. Uma das bestas do Apocalipse teria dois chufres de cordeiro, mas falaria como dragão. Os hebreus verdadeiros estão espalhados pela Terra, e, só D'us sabe quem são, e, somente D'us os ajuntará do exílio, pois eu não acredito que os judeus da atualidade sejam uma raça, pois existem vários judeus no mundo: Asquenazi, etiope, arábe, sefardi, chineses, samaritanos, judeus indianos de pele escura, etc. Qual deles seria a descendência verdadeira de Elohim? Qual deles possui os genes abraâmicos legítimos? Sem falar que o judaismo asquenazi persegue e discrimina os judeus não asquenazis. Basta fazer uma pesquisa em sites de língua inglesa ou espanhola para ver isso. Agora, hebreus verdadeiros existem, assim como existem tribos de indios que não estão extintas. D'us abençoe a todos!

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