30/08/12

REFRIGERIUM (soneto)


REFRIGERIUM

Desce tua carne mortal

A vida e a paz te são vindas
Tuas lutas estão já findas
Vindo o repouso final

Desce tua carne à cova

Abre-se a boca da terra
Venceste ao fim tua guerra
Termina então tua prova

Aguarda ainda em teu leito

Cesse o cansaço em teu peito
Século mais um talvez

E erguer-te-ás, tu que crês

Chegado então o que é perfeito
Verás ao Sol outra vez

(G. Montenegro)

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