18/08/12

PROVIDÊNCIA (soneto)

PROVIDÊNCIA

Perplexo diante esta insondável ciência

Desta implacável lei: semeadura
Que, inflexível!, impõe cousa futura
Face esta incognocível Providência

Mostrando a vós celeste refulgência

Não dando a sorte junto aos castigados
Dentre aterradora massa arrancados
Lançou-vos pois em cláustro e penitência

Regenerado olhar em poder Pátrio

Em mãos velho bordão de peregrino
Deserto tem por doce e sagrado átrio

Sozinho a acompanhar ao Ser divino

Do Arbítrio do Criador ao livre-arbítrio
Jogado és, homem, ante o teu destino

(G. Montenegro)

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