(2) Não um pacifista
Em primeiro lugar, é
necessário ter um significado preciso do que é um pacifista.
Pacifista não é o mesmo que pacífico. Para
ser pacifista não é suficiente amar a paz.
Pacifista é quem se opõe a toda forma de violência (individual ou
coletiva). Não há, em seu ver, forma justificada de violência.
Toda forma é injustificável.
O
real problema do pacifista é que ele não pode fazer absolutamente
nada para que haja paz. O pacifista não é capaz de lutar
por aquilo em que acredita. A violência não diminui conforme cresça
o número de pacifistas; ela aumenta, conquanto mais permitida e
menos resistida. O pacifismo só está certo quando é desnecessário,
quando todos já estão predispostos à paz.
O
Evangelho de Jesus Cristo é, sem dúvida, o “Evangelho
da Paz” (Efésios
6:15). Jesus ensinou que
seus discípulos não devem revidar a violência, mas oferecer a
outra face: “não
resistais ao mal”
(Mateus 5:39),
μὴ ἀντιστῆναι τῷ πονηρῷ,
o que literalmente seria como “não vos opunhais ao
[próprio] sofrimento”, em
resposta ao talião, que é repudiado por Jesus.
O
ensinamento do Evangelho é de que devemos retribuir o mal com
o bem (Romanos
12:21). Devemos perdoar e
amar nossos inimigos, a despeito de sua obstinação e contumácia.
Jesus é descrito, na interpretação cristã de Isaías
9:6, como “Príncipe da
Paz”. Seu reino é de paz (Romanos
14:17). Na consumação
desse Reino, não haverão mais guerras: “nem
aprenderão mais a guerrear” (Isaías
2:4 = Miquéias 4:3).
Isto
dito, é necessário distinguir entre a doutrina cristã e a
ideologia pacifista. Não se trata de uma oposição entre “paz
absoluta” e “violência absoluta”, mesmo que os pacifistas
assim por vezes queiram tratar. Existe uma tendência natural, embora
injusta, em distorcer (misrepresentation)
uma ideia contrária na defesa da própria, a chamada “falácia do
espantalho”.
Primeiramente,
é necessário ter em mente o real significado de “Não matarás”
(Marcos 10:19).
Tanto na língua hebreia (na qual foi escrito o Antigo Testamento)
quanto na grega (na qual foi escrito o Novo Testamento) ocorre a
distinção entre matar
(ἀναιρέω)
e assassinar
(φονεύω).
Matar é um gênero: trazer morte a outrem, findar-lhe a vida.
Assassinar, por sua vez, é o genuíno pecado de sangue: matar porque
quer ver morto. O mandamento bíblico “Não
matarás”,
traduzido literalmente (seja no antigo testamento, seja no novo),
seria “Não
assassinarás” (em
inglês já se adota a tradução correta, “You shall not murder”).
A
palavra “matar” aplica-se a ambas as situações: morte
justficada e não justificada; “assasinar”, apenas à
injustificada.
Muitos pacifistas, como Tolstói, ignorando tal distinção (ou
fingindo a ignorar), distorceram a mensagem bíblica.
Como
diz o pregador: “[Há]
tempo de matar
e tempo de curar”
(Eclesiastes 3:3a).
Essa é, de fato, a função do magistrado: trazer espada
sobre os injustos (Romanos
13:3,4).
Ademais,
somos exortados a salvar aqueles que estão sob jugo do opressor. Diz
a Escritura: “Livrai
o pobre e o necessitado; tirai-os
das mãos dos ímpios”
(Salmos
82:4).
Devemos, assim, estar prontos a lutar contra a injustiça, usando o
meio necessário. Indubitavelmente a violência física é o meio
último, um mal só necessário em último caso. Não resistir a um
mal contra si é perdoar; não resistir a um mal contra outrem é
permitir o mal.
Ver também João 2:14,15.
Ver também João 2:14,15.
Então
não, Jesus não era um pacifista.
G.
Montenegro.
NÃO SE PODE MODIFICAR A BIBLIA POR QUE UM POVO SEM FÉ E COM MEDO DE PERDER SEUS MILHÓES NÃO ACEITA A NOVA ALIANÇA.
ResponderExcluirJESUS É CLARO A RESPEITO
MT26,52...
É POR ISSO QUE VIRA A APOSTASIA