11/11/10

O que farei para herdar a vida eterna?



E eis que se levantou um certo doutor da lei, tentando-o, e dizendo: Mestre, que farei para herdar a vida eterna?
E ele lhe disse: Que está escrito na lei? Como lês?

E, respondendo ele, disse: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo.
E disse-lhe: Respondeste bem; faze isso, e viverás.”
(Lucas 10:25-28)

No universo do evangelicalismo contemporâneo, acredito que, feita a mesma pergunta, dificilmente alcançaria a mesma resposta. Possíveis respostas são: “Ajoelhe-se e faça esta oração...”, ou “Levante sua mão e faça esta oração...”. Duas práticas disseminadas no baixo protestantismo (significando com isso as versões menos litúrgicas e mais propriamente evangélicas do protestantismo), ligadas ao problema em questão, são as chamadas Sinner's Prayer (oração do pecador) e Altar Call (chamado ao altar). É evidente o quão distanciadas estão tais práticas da resposta de Jesus.

Adianto: nada contra fazer uma oração com ou por quem deseja se converter a Cristo, e nada contra chamar tal pessoa para receber imposição de mãos do ministro em frente a toda a congregação. Apenas acontece que nenhuma dessas dá um milésimo a mais de garantia da salvação daquela alma. De fato, antes do século XIX, tais práticas inexistiam no cristianismo de modo geral. É interessante como algo de que os cristãos não sentiram a ausência por 1800 anos esteja tão presente na prática evangélica.

“Mestre, que farei para herdar a vida eterna?”, pergunta o doutor da lei. “Faze isso” (ou seja, ama a Deus de todo coração, alma, forças e entendimento, e ao próximo como a ti mesmo) “e viverás”, conclui Jesus. No presente artigo a discussão versa sobre esse tema; peço ao leitor que em todo momento se recorde das palavras de Jesus. Remeto o leitor a dois artigos anteriores, Por uma Teologia Sacramental Bíblica e Eternidade e o erro na interpretação do "Inferno". O que consta nos referidos artigos é pressuposto do que segue.

Um tema muito presente na escatologia bíblica e muito ausente na dogmática evangélica é o do Juízo Final. Embora esteja em nossas Bíblias, seja lido em nossas Igrejas, não é algo em que o “evangélico médio” acredite com todas as suas forças. Chamo “evangélico médio” ao pré-tribulacionista evangélico (embora também possa se aplicar a outras escolas escatológicas). No seu pensar, o Juízo Final (ao qual chama “Tribunal do Trono Branco”) tem meramente a função de condenar os ímpios. Os crentes não participariam desse tribunal; portanto, dele não haveria absolvição. O motivo? A Bíblia se refere ao Juízo Final como um juízo segundo as obras (Apocalipse 20:12,13). Como o evangélico médio não acredita que alguém possa ser aprovado em um juízo segundo as obras, todos que passassem por esse juízo sairiam condenados.

O apóstolo Paulo não pensa como o “evangélico médio”. No momento em que o apóstolo trata do mesmo tema em sua mais famosa epístola, ele fala de vida eterna como destino após o juízo final. Trata-se de Romanos 2:5-10. Nesse texto bíblico, o apóstolo Paulo ressoa o tema geral de juízo do Antigo Testamento, em que se promete (e se pede) diversas vezes o juízo de Deus segundo as obras de cada um (e.g. Jó 34:11; Salmos 28:4; 62:12; Jeremias 25:14; Oseias 12:2; cf. Mateus 16:27; 1 Pedro 1:17).

O apóstolo é claro: “vida eterna” (v. 7). Embora a tradução Almeida esteja correta quanto ao versículo 7, sua tradução mais exata seria:

aos que verdadeiramente constantes em boas obras [ERGOY AGAThOY], buscam glória, honra e pureza, vida eterna

“Não pode ser”, pensa o luterano, ou o calvinista, ou o arminiano. Justamente o apóstolo Paulo, que na interpretação de Lutero dizia que as obras não eram necessárias à salvação, diz muito claramente, com respeito ao Juízo Final, que nele as obras serão julgadas, e, se aprovadas, permitirão ao seu praticante a vida eterna. Justamente na epístola aos Romanos! Mas não apenas nela. Se seguirmos ao longo das epístolas paulinas, encontramos outras evidências, como:

12 De sorte que, meus amados, assim como sempre obedecestes, não só na minha presença, mas muito mais agora na minha ausência, assim também operai a vossa salvação com temor e tremor;
13 Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade.
(Filipenses 2:12,13)

O verbo empregado pelo apóstolo, traduzido como “operai”, é KATERGAZOMAI, significando “operar” no sentido de “realizar” (realizai a vossa salvação), “alcançar” (alcançai a vossa salvação), expressões ausentes no vocabulário do “evangélico médio”. O referido verbo deriva de ERGON, que significa “obra” (mesma palavra que está no genitivo, ERGOY, em Romanos 2:7). De fato, no momento em que o apóstolo define que tipo de fé é diferencial, define-a como a “fé que opera pelo amor (Gálatas 5:6). Novamente aqui aparece um verbo derivado de ERGON: ENERGEW. Trata-se novamente da realização de obra.

“Não pode ser”, pensa novamente o luterano, o calvinista, o arminiano. “O evangelho verdadeiro prega a imputação da justiça de Cristo”, afirma ainda, desconhecedor da realidade de que texto algum da Bíblia faz referência à “imputação da justiça de Cristo”, “justiça imputada de Cristo”, ou qualquer coisa semelhante. O único trecho da Bíblia traduzido no sentido de “imputar”, Romanos 4, não diz nada sobre Cristo, além de ser uma interpretação dúbia do sentido do verbo LOGIZOMAI (calcular, considerar, reputar, etc).

Há dois textos que em Romanos e Gálatas que apresentam muita similitude. Eles expressam bem o pensamento Paulino quanto ao tema da Salvação, porque neles aparece o mesmo que em Filipenses 2:12,13, que é o fato de que Deus seja o agente da salvação.

12 De maneira que, irmãos, somos devedores, não à carne para viver segundo a carne.
13 Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis.
14 Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus esses são filhos de Deus.
(Romanos 8:12-14)

7 Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.
8 Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna.
9 E não nos cansemos de fazer bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido.
(Gálatas 6:7-9)

Em ambos momentos o Espírito Santo é tratado como o meio através do qual a salvação é operada, o que, aliás, é algo central no entender paulino sobre a salvação. Do mesmo modo como em Filipenses 2:12,13 as obras do crente, operadas com temor e tremor, são contadas como sendo obras de Deus nele, também em Romanos 8:12-14 e Gálatas 6:7-9 a salvação é tratada como um operar do Espírito Santo. Por isso o apóstolo pode dizer:

mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus.” (1 Coríntios 6:11)

Que o crente possa ser lavado e santificado pelo Espírito Santo, isto o “evangélico médio” compreende. Mas quanto a ser justificado, não tem lugar em seu esquema de pensamento. Isso acontece porque o “evangélico médio” não é apenas pré-tribulacionista; ele acredita entende a salvação como conjugação da “justificação pela fé” na “justiça imputada” por meio da “substituição penal”. Em outras palavras, ele explica a salvação como sendo:

I. Cristo condenado em nosso lugar pelos erros por meio dos quais deveríamos ter sido condenados”;
II. Uma vez que Deus precisaria punir alguém, puniu ao seu Filho”;
III. A crucificação de Jesus paga o necessário preciso para a justificação do ímpio”.

Não existe texto na Bíblia que defenda a salvação como restrita a qualquer das hipóteses elencadas acima. Quando lê isso, o “evangélico médio” se espanta. Sendo este o modo por meio do qual costuma interpretar a Bíblia, não concebe inicialmente outra forma de entender o sacrifício de Jesus ou a salvação.

Assim como em tal pensamento não há lugar para “justificação pelo Espírito”, também não há lugar para a Romanos 4:25, que diz que Jesus “ressuscitou para nossa justificação”. Vez que o “evangélico médio” entende a justificação mais propriamente através da morte de Jesus, relegando a ressurreição geralmente ao papel de meramente “provar” que Jesus era o Filho de Deus, tal texto perderia o sentido.

Para corretamente interpretar a doutrina paulina da Salvação, é preciso utilizar o correto cenário por meio do qual são entendidos os versículos. No ocidente, como comprova Gustaf Aulén em seu livro Christus Victor, o modo de entender a expiação realizada por Jesus, desde a publicação da obra de Anselmo da Cantuária (século XI) Cur Deus Homo (“Porque Deus se fez homem?”), tem sido o de que a morte de Jesus realiza perante Deus a satisfação pelos pecados dos homens (Teoria da Satisfação). Tal tema foi desenvolvido por Calvino na forma da “Teoria da Substituição Penal”: Jesus foi punido em vez de nós. Os protestantes, portanto, herdarem do catolicismo sua maneira de interpretar as Escrituras.

Em uma perspectiva protestante, tais teorias falham completamente diante da comprovação de que as Escrituras não se referem a Jesus como sendo punido ou condenado (pelo contrário, tratam ao pecado como sendo condenado em Jesus; Romanos 8:3).

Um cenário mais satisfatório, acredito, para entender tal problema, é utilizado pelos cristãos ortodoxos (sejam calcedonianos ou não). Como a obra de Anselmo teve impacto apenas no ocidente (vez que data de depois do cisma entre as Igrejas do Ocidente e o Oriente), os cristãos orientais não entendem a salvação trazida por Jesus da mesma maneira. Não empregam um modelo judicial. O tema que pretendo apresentar tem muita semelhança com ele. É como segue, de forma simplificada.

I. Deus criou o universo bom. Por meio do primeiro homem, Adão, o pecado entrou no mundo, e, por meio do pecado, a morte. Desde então, o homem tem sido escravo do pecado e sujeito ao império de Satanás, o inimigo de Deus. O propósito de Deus, porém, é de restaurar todas as coisas ao estado original, tirando o homem de sua escravidão do pecado e do poder de Satanás, que atualmente é o 'deus' deste mundo.

II. O pecado aqui não é entendido apenas como a transgressão de uma ordem ou mandamento; o pecado é em si uma potência, uma força que tenta governar os homens e incliná-los para o mal, por meio dos desejos carnais, afastando o homem de Deus. A própria morte, trazida pelo pecado, é um poder que reina sobre o homem.

III. Deus, então, por seu amor pelo mundo, envia o seu Filho para reconciliar o mundo consigo, ensinando os homens a se chegarem a Deus e trazendo uma Nova Aliança. Jesus ter andado em santidade representa sua vitória sobre todas as tentações. Ser condenado pelos pecados representa o sacrifício feito perante Deus (não entendido como uma substituição penal entre o pecado e Cristo), entregando-se; sua ressurreição representa sua vitória sobre a morte. Assim, Cristo triunfa sobre todas as potências deste mundo, sobre o diabo e seus anjos, sobre as tentações, sobre o pecado, sobre a morte.

IV. Parafraseando os dizeres dos pais da Igreja, o divino penetrou no humano para que o humano possa ser participante do divino. Assim, por meio da graça sacramental, nos fazemos participantes de toda a obra redentora de Cristo. Por meio do batismo nos “ligamos” à sua morte e ressurreição; por meio deles, já morremos e já ressuscitamos. Se estamos de tal forma ligados a Cristo, a morte não pode nos deter; se ele vive eternamente, com ele eternamente viveremos. O campo de batalha entre Deus e o diabo somos nós mesmo, diariamente.

V. Do mesmo modo, por meio da Ceia do Senhor, nos fazemos participantes de sua morte (carne e sangue); novamente o divino no humano, o que aconteceu na Cruz, o que acontece diariamente ao redor do mundo nas congregações e o que acontecerá por fim quando a Jerusalém Celestial vier do Céu à Nova Terra.

VI. O Espírito Santo, enviado, opera em nós toda a graça divina, para que em nós a vitória sobre o diabo, o pecado e a morte seja alcançada, e nos transforma em nosso caráter e comportamento. A salvação não é meramente “estar quites” com Deus para receber a vida eterna. Pelo contrário, a salvação diz respeito a trazer de volta ao estado original toda a Criação.

VII. Em um dado momento escatológico, o Reino de Deus irromperá. Em um certo sentido este Reino já está operante, desde Jesus e até mesmo antes. Entretanto, este reino virá concretamente, triunfando sobre todas as hostes de Satanás e sobre os poderes das trevas que reinam sobre este mundo. Jesus reinará até que o último inimigo seja destruído: a morte. Então entregará este Reino ao Pai, trazendo final bem aventurança a toda a Criação.

Neste cenário faz sentido falar, por exemplo, em Cristo “ressuscitar para justificação”. Nossa salvação se inicia no momento em que cremos no Senhorio de Jesus (crer que Jesus é Senhor, ou seja, que domina sobre todas as coisas, e não Satanás), como expressam Romanos 10:9 e Atos 16:31. Mas, como já demonstrado acima, tal salvação passa pelas obras, operadas em nós pelo Espírito Santo; não apenas recebemos a vida eterna, mas nosso ser por completo, nosso modo de agir e pensar é salvo dia após dia. Tais obras não podem ser consideradas como um mérito estrito ou como algo por meio do qual o homem possa se gloriar: são frutos da graça de Deus no Espírito Santo. Recebemos tal graça não por qualquer obra que tenhamos praticado anteriormente (Tito 3:5), ou de outra maneira a graça já não seria graça. Somos eleitos meramente pela misericórdia divina (Romanos 11:1-6).

Não se pode confundir, contudo, o ato da justificação inicial, que é pela fé (e que os judaizantes na época de Paulo queriam que fosse pelas obras da lei, ou seja, pela circuncisão, pelos sábados, etc), ou seja, que é a inclusão na Nova Aliança (Novo Testamento), com a justificação final, na qual as obras são levadas em conta. Discutir tal distinção foge completamente ao escopo do presente artigo.

De qualquer forma, não há lugar aqui para o mote “uma vez salvo, salvo para sempre”, fórmula vulgar da doutrina calvinista da “Perseverança dos Santos”. Como pela graça de Deus somos mantidos, aqueles que caem da graça (Gálatas 5:4) perdem seus efeitos. É difícil acreditar que o apóstolo Paulo cresse em tal doutrina calvinista quando nos deparamos com Filipenses 3:11,12, em que o apóstolo Paulo, já tendo sido justificado pela fé (Filipenses 3:9), não declara ter plena certeza de que alcançaria a ressurreição dentre os mortos, precisando ainda seguir em sua jornada rumo à perfeição.

Mas, como foi dito, o projeto de Deus de restauração diz respeito não apenas ao homem, mas a toda a criação. Veja-se, por exemplo:

19 Porque a ardente expectação da Criação espera a manifestação dos filhos de Deus.
20 Porque a Criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou,
21 Na esperança de que também a mesma Criação será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.
22 Porque sabemos que toda a Criação geme e está juntamente com dores de parto até agora.
23 E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo.
(Romanos 8:19-23)

A tradução acima é uma correção feita à “Almeida Corrigida e Fiel”, que traduz, no mesmo texto, KTISIS ora como “criatura”, ora como “criação”, sendo este último o seu significado mais próprio. Neste texto, a salvação humana (v. 23) é apresentada como parte do projeto geral de redenção. Tal projeto é tratado, em outras partes das Escrituras, por meio das expressões PALINGENESIA, ou “regeneração”, (Mateus 19:28; Tito 3:5), e APOKATASTASIS, ou “restauração”, (Atos 3:21). Tal é o evento escatológico apresentado nos últimos três livros do Apocalipse. Interessante notar como em Tito 3:5 (provável referência ao batismo) o crente já experimenta antecipação de tal evento.

Assim, Deus será tudo em todos (1 Coríntios 15:28). Com a destruição do último inimigo, que é a morte (1 Coríntios 15:26; Apocalipse 20:14), toda dor e todo o sofrimento cessam, e a Criação pode gozar novamente da bem aventurança que lhe é prometida. “Fim”.

Mas este artigo não termina no fim. Como nós sabemos, as Escrituras apresentam, neste momento, aqueles que não foram dignos da vida eterna como sendo lançados no lago de fogo e enxofre que sobe para todo o sempre. Entretanto, como já apresentado no artigo sobre o Inferno, o problema não é tão simples. Alguns textos da Bíblia (além da reinterpretação dos textos tradicionalmente usados para defender a visão agostiniana de Inferno), como a parábola de Lucas 12:42-48, parecem indicar uma punição finita, além de que expressões como “eternidade” e “para sempre” em grego possam significar um período de tempo com fim (ainda que um fim obscuro ou distante). Veja-se, por exemplo, Judas 7, e compare-se o que Jesus diz em Marcos 9:43-47 com Isaías 66:22-24.

Entretanto, alguns pais da Igreja, como Gregório de Alexandria, Orígenes e Gregório de Nissa, levaram a ideia de uma restauração de todas as coisas às últimas consequências, afirmando que Deus terminaria por restaurar em Cristo até mesmo aqueles condenados ao Geena (Inferno). Há textos na Bíblia que de fato parecem implicar nisso, como Romanos 5:18; 1 Coríntios 15:22,28; Filipenses 2:10,11; Colossenses 1:19,20; 1 Timóteo 2:4-6; 4:10; 1 João 2:2, somando-se a isso noções sobre a misericórdia e amor divinos (Salmos 30:5). Há, porem, diversos outros textos que parecem negar tal perspectiva. De fato, no Judaísmo, aquilo que é traduzido diversas vezes no Novo Testamento como "Inferno", isto é, Geena (Gehinnom), representa uma forma de 'purgatório' no qual diversas almas são purificadas de seus pecados.

Este cristão que vos escreve não é universalista. Não afirmo que todas as pessoas por fim serão salvas por Deus e reconciliadas com ele. Afirmo, no entanto, que parece haver evidência para isso nas Escrituras, e que sempre foi difícil reconciliar o amor divino. Portanto, como diversos outros cristãos, afirmo que pode ser que isso aconteça. É difícil conciliar a ideia de que não haverá mais “morte, pranto, clamor ou dor” (Apocalipse 21:4), com a de condenados sofrendo sem fim. Não afirmo ser possível a Salvação sem Cristo. O que afirmo, diferentemente disto, é a possibilidade de enventualmente os condenados encontrarem a Cristo.

G. Montenegro, Peccator.

Nenhum comentário:

Postar um comentário