29/04/08

A Lei de Moisés e o Novo Testamento

Texto base:
"Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo."
(João 1:17)

O propósito deste artigo é demonstrar qual o papel da Lei de Moisés e provar que o cristão não precisa guardá-la. Isto não significa dizer que não hajam mandamentos corretos na Lei de Moisés. Signifca apenas que nem todos os mandamentos da Lei de Moisés são atuais. Todos os mandamentos da Lei ficaram para trás, mas alguns mandamentos que os cristãos seguem também se encontram na Lei de Moisés. Uma vez que base deste artigo é soteriológica, e não heresiológica, não se fará crítica direcionada a nenhuma instituição ou denominação cristã.

O artigo fará uso, sempre que necessário e possível, da teologia paulina, por meio de suas epístolas. Em nenhum momento se fará distinção entre epístolas paulinas e deutero-paulinas, porquanto em ambos os casos se mostra a perspectiva dos gentios. Far-se-á também uso da epístola aos Hebreus e dos Evangelhos, em oportuno. Importa, pois, que o leitor confira todas as referências e citações, e não apenas ao português, mas também ao grego, língua em que foi escrito o Novo Testamento, uma vez que em sua língua original, as passagens bíblicas são muito mais claras quanto ao seu valor hemenêutico.

Este artigo também parte do pressuposto de que o ônus da prova cabe a quem afirma, e não a quem nega. Ainda assim será dedicada uma parte final a responder aos argumentos mais comuns contrários à perspecitava definda pelo autor.


Parte I - A Existência e Função da Lei de Moisés

A Lei de Moisés, como nós hoje a concebemos, é descrita nos livros bíblicos de Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. A primeira parte da bíblia em que um mandamento da Lei é entregue ao povo de Israel está no capítulo 12 de Êxodo: a primeira Páscoa. Existe, porém, um mandamento em Gênesis que, embora seja anterior à Lei, foi absorvido pela lei: a circuncisão (Gênesis 17:10-14; cf Levítico 12:3).

Conforme descreve o apóstolo Paulo (Gálatas 3:19-25), a Lei foi entregue ao povo de Israel com o propósito de ensinar a este povo como deveria se portar diante de Deus, ou seja, como deveria andar em santidade. A Lei de Moisés é parte de um "contrato" (Concerto ou Testamento) de Deus para com o povo de Israel. Aquele que cumprir os mandamentos viverá por eles (Levítico 18:5), ou seja: está com a ficha limpa. Nenhum judeu poderia ir além da Lei de Moisés, mesmo nos pontos em que ela é silenciosa (Deuteronômio 4:2; 29:29). Além disso, aquele que não cumprir toda a Lei de Moisés está debaixo de maldição (Deuteronômio 27:26; cf. Gálatas 3:10).

A Lei mostrava ao povo o pecado, para que o povo se afastásse dele. Porém aí há um problema: a natureza humana é perversa, e ela usa do mandamento escrito para condenar o ser humano (Romanos 7:7-9). Ao mesmo tempo que a Lei mostra o que é pecado e que se deve fugir dele (ainda que ela não capacite para tanto), ela condena o ser humano, porque não existe qualquer modo de se defender contra a Lei. Aquele que contra ela peca está silenciado diante de Deus e é plenamente condenável (Romanos 3:19), porque não cumpriu com o acordo. Aquele que peca contra a Lei é digno de morte (Deuteronômio 17:2-7; Hebreus 11:28). Portanto, a Lei é uma faca de dois gumes; como diz o apóstolo Paulo: "com entendimento sirvo à Lei de Deus, mas com a carne sirvo a Lei do pecado" (Romanos 7:25).

Conforme mostra o lívro de Levítico, a Lei de Moisés dava um escape para o pecador: ele poderia sacrificar um animal no Templo de Jerusalém (e exclusivamente lá; Deuteronômio 12) e estar limpo diante da Lei. Veja, porém, que a culpa é apagada apenas diante da Lei. Um homicida ainda é um homicida diante de Deus, mesmo que esteja limpo diante da Lei. Estar limpo diante da Lei significa que ele não é réu de morte, ou seja, não pode ser condenado através da Lei. Viverá pela Lei. Uma passagem que ilustra isso é Números 16.

Por mais atemporal que Deus seja, ele respeita o contrato que fez com seu povo, e não continua a matança. Trata-se de uma passagem antropomórfica escrita pelos sacerdotes para defender sua autoridade, mas na realidade independe: a lição é de que a Lei de Moisés defende ao que a segue e acusa ao que a transgrede.


Parte II - A Lei abolida

Ao longo do Antigo Testamento (Livros Históricos e Proféticos) percebe-se detalhadamente o processo de apostasia pelo qual os judeus passaram. Uma vez que eles quebraram o pacto, a aliança, o contrato feito com Deus, não mais estariam debaixo das promessas de Deus. É por isso que foi feito através do profeta Jeremias uma promessa de um Novo Concerto, diferente daquele feito com o povo de Israel. Neste novo concerto, os mandamentos de Deus estariam escritos nos corações de seus justos. Deste modo, como mostra o profeta Jeremias (31:31-34), não foi Jesus, Paulo ou qualquer cristão que invalidou a Lei, mas foram os próprios judeus, recusando-se a mantê-la. Se desde o princípio tivessem sido fiéis a Deus, o primeiro concerto teria se perpetuado; a vinda do Messias Jesus seria apenas uma confirmação do antigo concerto.

Jesus veio salvar apenas aos judeus (Mateus 10:5,6; 15:24), mas mesmo durante o seu ministério, os eles foram reprovados (Mateus 21:43). Nas palavras de João, Jesus "veio para o que era seu, e os seus não o receberam; mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome" (João 1:11,12). Antes, porém, de sua morte, e ainda no princípio de seu ministério, Jesus Cristo profere um de seus maiores ensinamentos, o Sermão da Montanha, que pode ser encontrado nos capítulos 5 a 7 de Mateus. Neste Sermão, numa porção conhecida como Antíteses, Jesus Cristo lança alguns dos fundamentos éticos do Evangelho. Encontras-se em Mateus 5:21-48. Nas Antíteses, Jesus contrasta os ensinamentos do judaísmo de sua época com os ensinamentos que ele quer deixar para seus seguidores.

Diversos destes mandamentos são próprios da Torá. Um exemplo inegável é Mateus 5:38-42, em que Jesus, citando a lei de talião (Êxodo 21:24; Levítico 24:20; Deuteronômio 19:21), mostra que, em alguns pontos, deve-se fazer justamente o contrário do que a Torá ensina. Leia Romanos 4:15; 8:3; Hebreus 7:12,16.

A interpretação máxima da Lei é mostrada por Jesus ainda durante o Sermão da Montanha: o verdadeiro ensino da Lei e dos Profetas é fazer ao próximo aquilo que você gostaria que lhe fosse feito (Mateus 7:12). Os cristãos, portanto, precisam da Lei para aprender conceitos, não para seguir centenas de mandamentos (Mateus 23:23).

A partir da morte de Jesus, porém, algo diferente aconteceu. Conforme é ensinado em Efésios 2:13-16 e Colossenses 2:14-16, pela morte de Jesus a lei de Moisés foi cravada na cruz. Isto significa que, estando desfeito o antigo concerto, agora também os gentios podem ter acesso à salvação, e os judeus não mais precisam da Lei. Pela lei de Moisés, era preciso tornar-se judeu (circuncidar-se) para alcançar as promessas de Deus. Nós, porém, através de Cristo, no novo concerto, temos acesso a ainda melhores promessas (Hebreus 8:6). Tanto para judeus quanto para gentios, não mais é necessário guardar a Lei de Moisés: estamos LIVRES da Lei pelo corpo de Cristo assim como uma mulher está livre do marido pela morte (Romanos 7:1-4). No corpo de Cristo não existe qualquer distinção entre judeus e gentios (Romanos 10:12; Gálatas 3:28; Colossenses 3:11), mas esta igualidade só existe se não houver a Lei. Havendo a Lei, há distinção através da circuncisão.

Nós vemos em Romanos 3:19 que tudo que está escrito na Lei de Moisés está escrito para os que estão debaixo da Lei. E aprendemos o que significa "estar debaixo da Lei" quando lemos Gálatas 3:19-25. Estar debaixo da Lei significa ter a lei como professor.
Correção: Onde lê-se "professor", leia-se "aio". A esse respeito, o tópico "O aio que conduz a Cristo".

Todos os judeus sem Cristo estão debaixo da Lei (1 Coríntios 9:20; e por isso condenados por Romanos 7:8), enquanto os gentios estão sem lei (1 Coríntios 9:21; e por isso condenados por Efésios 2:11,12). A partir do momento em que veio a fé (através de Jesus), ninguém mais está debaixo da Lei de Moisés. Portanto, o que a lei diz não vale para os que não estão debaixo da lei.

É importante notar que, conforme um cristão é batizado, ele "sepulta o velho homem" (Romanos 6:4; Colossenses 2:12; 1ª Pedro 3:21). Isto significa dizer que tudo aquilo que ele era antes é apagado (não através da água em si, mas através da fé). Se antes de ser batizado o cristão era judeu, depois de se batizar não é mais nem judeu nem gentio (Gálatas 3:28). É um membro do corpo de Cristo, e livre da Lei por isso (Romanos 7:1-4) e assim cumpre a justiça (Mateus 3:13-15). Um judeu cristão que viva entre os judeus, porém, pode continuar guardando a Lei de Moisés, desde que não vá contra o Evangelho e desde que não se ache superior aos gentios nem digno de honra por guardá-la (Atos 21:21; 1ª Coríntios 9:19-24).

Ademais, não existe QUALQUER passagem na bíblia que afirme que um gentio precisa guardar a Lei de Moisés.

Leitura recomendada: Os treze primeiros capítulos de Romanos e toda a epístola aos Gálatas.


Parte III - Uma Só Lei

Uma tradição que tem se perpetuado no catolicismo, e ecumenicamente no protestantismo reformado, é a de dividir a Lei de Moisés em classes: "moral", "cerimonial" e "jurídica" (ou civil). Embora o embrião da tradição se encontre entre os teólogos católicos do século V (Agostinho e Jerônimo), foi somente no século XIII que o teólogo escolástico Tomás de Aquino inventou a divisão como hoje é conhecida, mostrando-a ao mundo por meio de sua obra Suma Teológica.

Há de se notar, porém, que esta divisão jamais é encontrada nas escrituras bíblicas. Qualquer leitor da Bíblia que não tenha tido contato com esta doutrina católica previamente (como o autor deste artigo) não será capaz de identificá-la. Geralmente os defensores desta divisão buscam defender que certas práticas, como a do dízimo, são atuais para os cristãos gentios (não-judeus), por serem "morais" e não "cerimonais" ou "civis". Segundo os proponentes deste dogma, os cristãos precisam guardar os mandamentos tachados como morais. Nenhum autor da bíblia, porém, ensina tal loucura, nem há qualquer motivo para se pensar que entre os cristãos apostólicos esse ensinamento existia. Quando Tomás de Aquino inventou esta divisão, estava trazendo à luz uma nova doutrina, não endossando uma antiga.

Não existe qualquer motivo para se pensar que tal divisão seja verdadeira. Não é por os cristãos também não matarem que estarão guardando um mandamento da Lei. Apenas estão guardando um mandamento semelhante, que também faz parte do Novo Concerto.

Esta divisão mostra-se falsa, por exemplo, em que existem diversos mandamentos que simplesmente não podem seguir esta classificação pela razão comum. O exemplo clássico é a guarda do Sétimo Dia (Sábado), que não é moral, não é cerimonial (embora se sujeite a diversas cerimônias) e nem é civil. É apenas uma mecânica da Lei. Sobre este caso específico leia Romanos 14:4-6; Colossenses 2:14-16.

Os proponentes desta falsa divisão, especialmente católicos e Igrejas protestantes tradicionais, ensinam que o cerne da chamada "Lei Moral" (como se o resto da Lei fosse amoral e/ou imoral) está na Tábua dos Dez Mandamentos, que se encontra no capítulo 20 de Êxodo e 5 de Deuteronômio. Mostram ainda, como tentantiva de evidenciar isto, que enquanto a Lei Moral estava dentro da Arca do Concerto, a Lei Cerimonial estava fora. Isto, porém, foge à verdade. Enquanto a tábua dos dez mandamentos estava dentro da Arca, TODA A LEI (incluindo os dez mandamentos) estava fora. Achar que o cerne da Lei Moral está na Tábua dos Dez Mandamentos é simplesmente uma suposição.

Os proponentes desta falsa divisão, especialmente católicos e Igrejas protestantes tradicionais, ensinam que o cerne da chamada "Lei Moral" (como se o resto da Lei fosse amoral e/ou imoral) está na Tábua dos Dez Mandamentos, que se encontra no capítulo 20 de Êxodo e 5 de Deuteronômio. Mostram ainda, como tentantiva de evidenciar isto, que enquanto a Lei Moral estava dentro da Arca do Concerto, a Lei Cerimonial estava fora. Isto, porém, foge à verdade. Enquanto a tábua dos dez mandamentos estava dentro da Arca, TODA A LEI (incluindo os dez mandamentos) estava fora. Achar que o cerne da Lei Moral está na Tábua dos Dez Mandamentos é simplesmente uma suposição. No mais, existem centenas de mandamentos fora dos Dez que também são tão morais quanto estes, como os que tratam de incesto, homossexualismo e pudor, e que simplesmente não podem ser deduzidos a partir daqueles Dez. Também não existe qualquer motivo para se pensar que os Dez Mandamentos sejam apenas um geral guia da Lei Moral. É mais uma suposição infundada, tradicionalista e dogmática. Para o Apóstolo Paulo, os Dez Mandamentos são o ministério da morte (2 Coríntios 3:7; compare a Êxodo 34).

Nas palavras de Jesus, fazer ao próximo o que você gostaria que fosse feito a você é o ensinamento da Lei e dos profetas (Mateus 7:12). Nas palavras do apóstolo Paulo, todos os mandamentos se resumem no amor ao próximo (Romanos 13:8-10; Gálatas 5:14; 6:2). Não se trata de um "faça isso e não faça aquilo". O ensinamento que os cristãos devem tirar da Lei são de juízo, misericórdia e fé (Mateus 23:23).



Parte IV - Respondendo aos argumentos contrários

I
Argumento: Então eu posso pecar à vontade?
Resposta curta: Não.
Resposta média: Não. Você leu mesmo o que eu escrevi?
Resposta longa: Não. Você precisa seguir todos os mandamentos do Novo Concerto. O apóstolo Paulo ensina que todos eles se resumem no amor ao próximo (Romanos 13:8-10; Gálatas 5:14). Isso não significa, porém, que você possa blasfemar e idolatrar. Estes mandamentos são dirigidos a pessoas que não praticam tais coisas. Blasfemar e idolatrar também são pecados no Novo Concerto (Efésios 4:31; 1ª Coríntios 6:10). Existem muitos outros mandamentos que, por não fazerem parte da Lei, não estão resumidos no amor ao próximo (1ª Coríntios 14:37).

II
Argumento: O pecado é a transgressão da Lei (1 João 3:4). Por isso para não pecarmos precisamos guardar a Lei.
Resposta: O pecado não é apenas a transgressão da Lei de Moisés. O pecado é transgressão de qualquer mandamento deixado por Deus. O pecado é tudo aquilo que não é feito pela fé, mesmo que Deus não tenha especificado (Romanos 14:23). Mesmo que não esteja debaixo da Lei de Moisés, o cristão ainda tem Lei para com Deus: a Lei de Cristo (1ª Coríntios 9:21). Além disso, 1 João 3:4 não diz que o pecado é a transgressão da Lei. Diz que o pecado é ilegalidade; transgredir a Lei de Cristo é ilegal. O pecado não é imputado não havendo Lei (Romanos 5:13); como já foi mostrado, a lei de Moisés só vale para os que estão debaixo dela (Romanos 3:19).

III
Argumento: A Lei é espiritual, santa e boa (Romanos 7:12,14,16)
Resposta curta e grossa: Que bom! É um sinal de que você sabe ler. E daí que ela é espiritual, santa e boa?
Resposta mais educada: Não negamos que a lei seja espiritual, santa e boa. O problema não é esse. Na verdade, esses versículos estão fora do contexto, porque no capítulo 7 o apóstolo Paulo prova que é exatamente por a Lei ser espiritual, santa e boa que ela não serve para nós. O capítulo começa (vv. 1-4) com a declaração de que estamos mortos para a Lei, e, portanto, livres dela (cf. Gálatas 2:19,20). O apóstolo Paulo prossegue por todo o capítulo mostrando que embora a lei tenha todas essas qualidades, existe na carne a lei do pecado, que impede que o homem se aproxime de Deus, por estar sempre revivendo ao pecado. Esta ideia é coroada em Romanos 8:1-9, em que o apóstolo diz que não encontramos a justiça de Deus pela Lei, mas andando no Espírito (cf. Filipenses 3:9). Isto não significa que não devamos mais obedecer aos mandamentos de Deus, mas a forma como a Lei é encarada no Novo Concerto é totalmente outra (cf. Mateus 7:12; Romanos 13:8-10).

IV
Argumento (???): Existem muitos teólogos depois de Tomás de Aquino que ensinam essa divisão da Lei de Moisés. Muitas igrejas ensinam isso. Não pode ser falso!
Resposta: Maravilha! Jeremias 17:5.

V
Argumento: A divisão existe sim! Uma é chamada Lei de Moisés e outra Lei de Deus.
Resposta: Confira Neemias 8 e Lucas 2:22-24.

VI
Argumento: Leia o Salmo 119. Precisamos guardar a Lei.
Resposta: Não, não precisamos. O salmista precisava.

VII
Argumento: Eclesiastes 12:3, 1ª Coríntios 7:19, João 15:10 e 1ª João 5:2 provam que precisamos guardar os mandamentos de Deus.
Resposta: Concordo, eles provam.

VIII
Argumento: Em Mateus 5:17-19 Jesus mostra que precisamos cumprir a Lei.
Resposta curta: Não.
Resposta média: Não, ele não mostra!
Resposta longa: Jesus não se referia aos mandamentos da Lei. Nos versos 17 e 18 ele se referia às profecias da Lei. Minha afirmação é inequívoca por diversos motivos: primeiro, porque no verso 17 o verbo traduzido como "cumprir" é PLHROW, e significa "consumar", enquanto no verso 18 o verbo é GINOMAI, que significa "acontecer". Este segundo verbo está na voz média; Jesus está falando dos eventos profetizados pela lei e que se cumpririam por si mesmos (cf. Lucas 24:44). Se Jesus estivesse falando de cumprir mandamentos, teria usado a voz ativa. Os mandamentos aos quais ele se refere no verso 19 são os mandamentos do próprio Sermão da Montanha, e ele deixa isso muito claro no verso 20. A justiça dos seguidores de Jesus precisa superar a dos fariseus, ou seja, a justiça que é apenas pela Lei (cf. Mateus 23:23; Filipenses 3:4-8). Deve-se notar ainda que a compreensão de Jesus sobre a Lei difere radicalmente da casuística do Pentateuco (Mateus 7:12).

IX
Argumento: Isaías 56:1-7; 58:13,14 ensinam que Deus quer que mesmo os gentios guardem a Lei.
Resposta: Na realidade, essas passagens bíblicas apenas prometem bençãos especiais aos que guardarem o sábado. Nenhuma delas fala a respeito de que um gentio é obrigado a guardar o Sábado. Além disso, todas elas falam de uma realidade anterior ao Novo Concerto. Deus ainda não havia relevado sua vontade com relação aos gentios. Eles (nós) apenas eram considerados como estrangeiros, mesmo que vivessem entre o povo de Israel. Tinham certos direitos, mas estavam excluidos das promessas e concertos (Romanos 9:1-5; Efésios 2:11,12).

X
Argumento: Mateus 23:1-3 ensina que devemos seguir a lei mosaica assim como os fariseus e escribas.
Resposta: Não é bem isso que essa passagem ensina. O que ela nos mostra é que devemos nos fazer servos dos outros para mostrar o amor de Deus (Mateus 5:40-42; 1ª Coríntios 9:19-24).

XI
Argumento: Romanos 3:31 nos diz que a fé não abole a Lei, mas a estabelece.
Resposta: E eu concordo. Não abolimos a lei pela fé; a estabelecemos. A Lei que é estabelecida pela fé, porém, não é lei das obras e mandamentos carnais (Hebreus 7:12,16), nem é a lei da letra morta (2ª Coríntios 3:4-6). Também não devemos nos esquecer de que em Romanos 3:19 Paulo nos ensina que a Lei só vale para os que estão debaixo dela.

XII
Argumento: Romanos 8:7,8 nos ensina que não ser sujeito à lei de Deus é carnal.
Resposta: Não discordo. É carnal, verdadeiramente. Acontece, porém, que versículos antes o Apóstolo Paulo nos diz que a justiça da Lei se cumpre naqueles que andam conforme o Espírito (v. 1-4). E isto novamente nos liga a 2ª Coríntios 3:4-6, bem como Romanos 3:19.

XIII
Argumento: Isaías 66:17,23 ensinam que não podemos comer os animais considerados imundos pela Lei, e que devemos guardar as luas novas e o sábados, pois assim se fará na eternidade.
Resposta: Na realidade as ameaças do versículo 17 só se aplicam àqueles que estão debaixo do primeiro concerto, ou seja, que fazem parte daqueles que estão debaixo da Lei (Romanos 3:19). Para os que estão debaixo do segundo, toda carne é permitida. Como diz o apóstolo Paulo, "tudo que se vende no açougue" (1ª Coríntios 10:25).
O verso 23 é muito mal interpretado pelos legalistas. O que ele nos diz é simplesmente que de lua nova a lua nova (todo o mês) e de sábado a sábado (toda semana) haverá adoração perante o Senhor Deus. Isto fica absolutamente claro quando conferimos o que diz a Septuaginta, que é a versão bíblica mais antiga que temos disponível (e usada por Jesus e pelos apóstolos), que nos diz: MHNA EK MHNOS KAI SABBATON EK SABBATOY, ou seja, "mês após mês, e sábado após sábado".

Evidentemente durante a eternidade, todo o tempo será dedicado ao Senhor; ninguém mais precisará trabalhar, e, portanto, não haverá mais necessidade de guardar dias e meses especiais, assim como não há no cristianismo (Romanos 14:4-6; Gálatas 4:9-11; Colossenses 2:14-16).


XIV
Argumento: Hebreus 4:1-13 nos diz que precisamos guardar o Sábado.
Resposta:: O autor da epístola não está se referindo ao repouso do sétimo dia. Está falando do repouso da terra de Israel, que foi prometido em Deuteronômio 12:10, para que quando Israel tivesse subjulgado todos os seus inimigos, o Templo pudesse ser construído. Compare Hebreus 4:8 a Josué 21:44; 22:4; 23:1. O que o autor da epístola aos Hebreus quer dizer é que Josué não deu ao povo o verdadeiro repouso; este repouso só veio por Davi e Salomão (1 Reis 8:56; Hebreus 4:7). A epístola cita o repouso do sétimo dia da Criação (Hebreus 4:3,4,10) apenas para contrastar com o repouso do povo de Israel. Veja também a refutação XVI.

XV
Argumento: Não existe na Bíblia mandamento para os cristãos guardarem o Domingo!
Resposta: Realmente não existe. Nem para o Sábado.

XVI
Argumentos: O próprio Deus guardou o Sábado (Gênesis 2:2). Isso mostra que os Dez Mandamentos sempre existiram, e a prova está em Êxodo 20:8-11.
Resposta: Não existe qualquer prova ou evidência de que Deus tenha deixado os Dez Mandamentos para a humanidade. Êxodo 20:8-11 diz apenas que o motivo pelo qual a guarda é o Sétimo Dia da semana é que Deus descansou no sétimo dia. As provas de que o Sábado veio apenas para o povo de Israel estão em: Êxodo 31:12-17; Deuteronômio 5:12-15; Neemias 9:9-14.

XVII
Argumentos: Existem vários momentos antes de Êxodo 20, como no caso de José (Gênesis 39:9), em que ele demonstra conhecer o mandamento contra adultério, bem como no relato do dilúvio em que Noé sabe o que são animais imundos (Gênesis 7:2,8).
Resposta: Não existe qualquer referência nestas passagens de Gênesis à Lei de Moisés ou aos Dez Mandamentos. Em todo momento em que povos se aproximaram de Deus, ele lhes deu mandamentos (Gênesis 26:5), mas não há como provar que tais mandamentos sejam os Dez de Êxodo 20.
No mais, Gênesis foi escrito por judeus (cf. Gênesis 12:6; 36:11) e, portanto, do ponto de vista judeu.

XVIII
Argumento: Em Romanos 2:12-16 é dito que as obras da lei estão escritas na consciência do ser humano. Isto prova que a Lei sempre existiu.
Resposta: Não exatamente. Não existe prova, por exemplo, de que mandamentos relacionados à Páscoa, à guarda do sétimo dia, ao apedrejamento, ao corte de cabelo e barba e diversos outros fizessem parte da consciência humana. Quando Paulo fala da consciência ele se refere a diversos princípios da Lei, como os de Mateus 7:12; 23:23, que são inteligíveis mesmo para os gentios, que não conheceram a lei. Além disso, Paulo não fala de todos os gentios; fala apenas daqueles que, sem conhecer a Lei, praticam coisas semelhantes a ela.

XIX
Argumento: Foi Constantino quem oficializou a mudança da guarda do Sábado para o Domingo.
Resposta: Tanto a guarda do Sábado quanto a do Domingo são corretas. Errado é ensinar que é pecado não observá-las. Além disso, não foi Constantino quem mudou a guarda. Todas as evidências mostram que os cristãos não-judaizantes não guardavam o Sétimo Dia, como Inácio de Antioquia (séculos I e II d.C.; discípulo de João), Justino (século II) e Irineu (século II; discípulo de Policarpo, que por sua vez foi discípulo de João). O édito de Constantino não diz respeito ao cristianismo, mas ao Império; seria um dia de descanso para todos os romanos (pagãos), estendendo a eles uma prática que já havia entre os cristãos.

XX
Argumento: Os sábados de Colossenses 2:14-16 são apenas os "sábados cerimoniais".
Resposta: A guarda do sétimo dia faz parte destes tais sábados cerimoniais (Levítico 23). Além disso, em Colossenses 2:16, dias de festa, luas novas e sábados são coisas distintas, associadas por conectivo.

XXI
Argumento: Lucas 23:56 mostra que mesmo após a morte de Jesus os cristãos continuaram guardando o Sábado.
Resposta: Não é errado guardar o Sábado. Na realidade, entre cristãos que vivam entre judeus, é correto (Atos 21:21; 1ª Coríntios 9:19,20). O versículo não mostra, por exemplo, que Lucas 23:56 seja um mandamento para cristãos; mostra apenas que as mulheres (todas elas judias) guardaram este dia, e, como se sabe, Jesus era ministro da circuncisão (Mateus 15:24; Romanos 15:8; Gálatas 4:4,5). Mesmo após a morte de Jesus, houve sempre bastante disputa a respeito de ser necessário ou não guardar a Lei, como vemos em Gálatas 2. O fato é que em Lucas 23:56 Jesus não havia ainda dado aos apóstolos a compreensão da Lei (Lucas 24:45).

XXII
Argumento: Apocalipse 1:10 nos fala que na época de João ainda existia o "Dia do Senhor". E, como vemos em Isaías 58:13, o Sábado é o Dia do Senhor.
Resposta: Nem o Sábado nem o Domingo são o Dia do Senhor. Dia do Senhor é um dia profético; sua síntese se encontra no livro do profeta Sofonias.
Isaías 58:13 não chama ao Sábado de Dia do Senhor. Conforme vemos na Septuaginta, o que Isaías 58:13 nos diz é "Se tu desviares o teu pé do sábado, para não fazeres a tua vontade nos dias santos, e chamares aos sábados deleitosos, santificados a Deus (...)". Chamar um dia da semana de Dia do Senhor só aconteceu com gerações posteriores do cristianismo, e isto exclusivamente aos Domingos, porque a crença geral era de que Jesus ressuscitou ao domingo.
Não existe evidência de os judeus ou cristãos contemporâneos dos apóstolos chamarem o sábado ou o domingo de "Dia do Senhor".

XXIII
Argumento: Jesus disse que o sábado foi dado à humanidade, em Marcos 2:27, e não apenas aos judeus.
Resposta: Não é isto que a passagem diz. Lendo-se toda a perícope, é fica claro que Jesus e seus discípulos estavam quebrando o mandamento do sábado conforme Êxodo 34:21 (compare a Êxodo 16), colhendo alimento no sétimo dia.

A resposta de Jesus é com relação ao motivo deles terem quebrado o sábado, e não a interpretação farisaica do sábado. A defesa de Jesus é a de que o sábado foi dado para que a humanidade usasse dele, mas a humanidade a quem foi entregue a Lei foram os judeus: Êxodo 31:12-17; Deuteronômio 5:12-15; Neemias 9:9-14. Jesus usou um exemplo de quebra de sábado para sustentar o seu próprio (Números 28:8,9). Confira Romanos 5:13,14.

XXIV
Argumento: O Sábado é um mandamento moral e portanto válido, porque é um dia escolhido, separado e santificado, por Deus para que Ele fosse adorado.
Resposta: Trata-se de uma falácia brutal. O Sábado nunca foi, nem no Antigo Testamento, nem no Novo Tesstamento, um dia escolhido por Deus para que ele fosse adorado. Tal referência inexiste. O Sábado foi escolhido por Deus para que o povo de Israel tivesse um dia de descanso, diferentemente de como acontecia no Egito, em que eles trabalhavam todo o tempo (Deuteronômio 5:12-15). Deste modo, o Sábado seria uma aliança especial entre Deus e os judeus (Êxodo 31:12-17; Ezequiel 20:20). Não se trata de um dia de adoração; é simplesmente um dia de descanso. O ser humano deve adorar a Deus todos os dias. No mais, o Sábado não é um mandamento moral porque não existem mandamentos morais: todos os mandamentos, tanto o não matar, quanto o apedrejamento e a guarda do Sábado, fazem igualmente parte da Lei de Moisés. Veja também a refutação XIII.

XXV
Argumento: Todos nós precisamos de um dia de descanso. O ser humano não consegue trabalhar todos os dias. O stress impede que o homem se dedique a Deus. Portanto, é preciso dedicar o Sábado a Deus.
Resposta: Esta falácia não sustenta a Lei de Moisés. Existe uma diferença entre ser obrigado a guardar um mandamento e ser passível de morte quando quebrá-lo (Números 15:32-36) e não ser capaz de trabalhar todo o tempo. Se por motivo de stress alguém tem problemas psicológicos ou fisiológicos, que trabalhe menos.

Quanto a ser pecado trabalhar num determinado dia, isto é absurdo; não tem relação com a necessidade do ser humano, necessidade esta que só emergiu em tempos modernos.


XXVI
Argumento: Hebreus 12:14 diz que precisamos de santificação para alcançarmos a vida eterna. Sendo assim, é preciso seguir a Lei de Moisés, porquanto ela é santa (Romanos 7:12).
Resposta: O fato de a Lei de Moisés ser santa não anula a doutrina de que ela só vale para os que estão debxaido dela (Romanos 3:19), e que os cristãos não estão debaixo dela (Gálatas 3:19-25).
Quanto a Hebreus 12:14, a santificação é um processo operado desde que o cristão é limpo de seus pecados pelo sangue de Cristo (Hebreus 2:11; 9:13,14; 10:10,14). Deus com certeza quer que nós sejamos santos (1 Pedro 1:15,16), mas a exigência de Hebreus 12:14 é santificação ('AGIASMOS), não plena santidade ('AGIOTHS); desta, nós apenas nos fazemos participantes (Hebreus 12:10). Veja que tudo isto responde pela perspectiva do próprio autor da epístola aos Hebreus.


XXVII
Argumento: Romanos 7:12 diz que a Lei é justa. Aquele que não vive conforme a Lei não vive em justiça, e sim na injustiça. E os injustos não têm direito à vida eterna (1ª Corintios 6:9; 2 Pedro 2:9).
Resposta: Trata-se de uma falácia (non sequitur), porque não é por a Lei ser justa que não existe algo ainda mais justo que ela, a saber, o Evangelho (Gálatas 3:19-25; Filipenses 3:9).
Além disso, Romanos 7:12 não diz que a Lei é justa. Diz que o mandamento é justo. Existe uma diferença entre o mandamento da Lei e mandamento que não é da Lei, no capítulo 7 da epístola aos Romanos.
Conforme escreve, enquanto ele vivia debaixo da Lei, o pecado usou o mandamento da Lei para acusá-lo (Romanos 7:7,8). Depois de algum tempo, ele esteve sem Lei (Romanos 7:9), assim como um gentio está sem Lei (1ª Coríntios 9:20,21). Este período é o da conversão de Paulo, antes de receber mais profundas revelações da parte de Deus.
Depois, porém, Paulo recebeu os mandamentos de Cristo (Romanos 7:9-11), e, havendo mandamento, o pecado é despertado.
Um judeu sem Cristo, por mais irrepreensível que seja diante da Lei (Filipenses 3:6), ainda é um injusto (Romanos 9:31; 1ª Pedro 3:18). A Lei, portanto, pode até ser justa, mas não produz justificativa para a salvação, muito pelo contrário (Romanos 3:19; 4:15).


Gyordano Montenegro Brasilino, cristão.

24 comentários:

  1. A Paz. Pra entender bem sobre Lei e Graca, e' necessario ler o livro todo de Romanos, sem pular um versiculo e le-lo varias e varias vezes com muitissima atencao.Em alguns pequenos pontos do seu raciocinio eu ate fui de acordo, mas puder perceber um pouco de contradicao e eu o aconselharia a estudar mais o tema.

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  2. Caro Sr. Montenegro, como o Sr. entende a questão de que Moisés não adentrou a terra prometida? É difícil entender um homem que fez tantas coisas na presença de Deus e Deus por um ou mais um erro dele não permiti-lo desfrutar, não que eu estou dando a idéia de Deus ser cruel, nd disso, entendeu minha dúvida?

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    1. Deuteronômio 32:51,52.

      Veja que não foi somente Moisés, mas todo o povo que saiu da terra do Egito (excetuando-se Josué e Calebe) foi proibido de entrar na terra. Somente a segunda geração (que não havia saído do Egito) entrou.

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  3. Certo, mas o que me intriga é moises não entrar, o sr como entende esse fato?

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    1. Moisés não entrou na terra prometida porque foi um líder imperfeito (Números 20:8-12).

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  4. Então sr. Montenegro, parece que é só esse evento que não permitiu moises de entrar, no versiculo 12 ainda diz (porquanto não me crestes a mim)e quanto aos outros milagres de Deus feitos por intermedio de moises? Será que so esse erro(não vejo ninguem falar de outro) foi o motivo real?

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  5. excelentes explicações. Muito bom.

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  6. Poderia dar uma repassada em Mateus 5:17, por favor. Não entendi direito.

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    1. Vou simplificar as coisas. Interprete Mateus 5:17 à luz de Mateus 7:12.

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    2. Vc quer dizer a luz ou as trevas do que tu quer que Mateus 7:12 diga. Se faz de sábio mas não passo de um ignorante que faz papel de cristão e que por trás faz tantas coisas erradas e quer ensinar seus erros aos outros. Por tua causa muitos se perderão. Porém o sangue de cada um pesará sobre ti. A tua libertinagem te afasta de Deus, um dia cada palavra tua cairá por terra e a verdade será como o sol do meio dia.A lei nunca foi de Moisés, cada palavra citada dos mandamentos foi proferida por Deus. Que ser guia, mas acaba sendo guia de cegos,um dia não muito distante aquele do qual vc também tem o Espírito de rebeldia irá te derrubar e vc verá a glória de Deus e de sua Santa lei. Assim como o maligno tentou acabar com a lei de Deus v6 rebeldes tentam fazer. Mas posso te garantir que enquanto Deus existir sua lei não vai mudar, pois Deus não muda bem tão pouco sua lei que revela seu caráter.

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  7. UMA PASSAGEM INTERESSANTE É ISAÍAS 28:9 A 13, GOSTARIA DE SABER A SUA INTERPRETAÇÃO SOBRE ESSA PASSAGEM. A PAZ DO SENHOR!

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  8. Então, partindo dessa interpretação, o que vc pensa a respeito da homossexualidade, tratada como abominação em levítico?

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    1. No Novo Testamento a homofilia também é pecado (1Co 6:10).

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  9. Se concordar que a lei foi abolida, então honrar pai e mãe, adulterar, matar, furtar, construir imagens, cobiçar o que é do próximo, fica tudo liberado? Pois só vejo estes mandamentos citados no antigo testamento. É isso?

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  10. Recado curto sobre os sábados

    O sábado será sempre o Dia do Senhor, primeiramente porque foi instituído na Criação, foi abençoado e santificado por Deus (quando ele abençoa é para sempre), Em Ezequiel 20:20 foi instituído como um Sinal entre ele e a humanidade (quanto a isso Está escrito que Deus não faz distinção de pessoas ou de raças (Atos 3:24 e 25) ; Está Escrito em I Carta de Pedro 1:24 que DEUS NÃO MUDA e que sua Palavra permanece eternamente. Como ele escreveu, pessoalmente, a Lei do Sétimo Dia nas Rochas Sagradas é para sempre; Jesus promulgou que O SÁBADO FOI CRIADO PARA O HOMEM (Marcos 2:28); Jesus bradou que podem passar os Céus e a Terra antes que das leis se consiga retirar um só caractere, e a leis do sábado tem 433 caracteres (Mateus 5:15 a 37) Sobretudo, Jesus santificou os sábados, sua Igreja, seus apóstolos e a Igreja de Paulo santificaram todos os sábados e jamais um só domingo (Lucas 4:16; Lucas 23:55; Atos 16:13; Atos 13:31 a 44) Outro dia, ouvi o pastor Malafaia afirmar que os evangélicos não guardam o sábado porque nove dos mandamentos estão repetidos no Evangelho, mas o do sábado não; Pura Utopia e desconhecimento bíblico, pois o sábado está repetido por 10 vezes: Marcos 2:28; Lucas 4:16; Lucas 23:55; Atos 16:13; Atos 13:41; Atos 18:4; Atos 1:12; Atos 24:20; Hebreus 4:4; Mateus 5:17 e seguintes.
    Estudando-se o Novo Testamento com critério e atenção, concluímos que a palavra de Deus não atribui nenhum significado litúrgico ao dia da ressurreição, simplesmente porque esse acontecimento tem de ser visto apenas como uma realidade existencial experimentada pelo poder do Cristo vitorioso também sobre sua própria morte. De modo algum a ressurreição de Jesus pode ser vista como uma prática cristã associada ao culto aos domingos. Cristo, que havia ressuscitado a outros, não poderia ser vencido pela morte, o que anula totalmente a pretendida importância do tal domingo. Mas a Monumental Vitória de Jesus Cristo deu-se com a sua sofrida Morte na cruz! E não há uma linha no Evangelho que aponte qualquer indício da troca maluca do sábado pelo domingo. Coisa do papado romano para que se cumprisse a profecia no Apocalipse 13:7: Satanás venceu os santos.
    Então, apesar dos pastores famosos e não famosos, O SÁBADO É PARA SEMPRE, PERPETUAMENTE e foi o Senhor Deus quem nos revelou isso quando promulgou que sua palavra permanece eternamente!
    Waldecy Antonio Simões walasi@uol.com.br

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  11. As sete verdades bíblicas sobre o Sétimo Dia. Parte Final.


    “O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado; de sorte que o Filho do homem é, também, o Senhor do sábado”. Jesus Cristo, em Marcos 2:28, respondendo à irritação dos judeus quando permitiu que seus amigos colhessem espigas (Mateus, 12:1), com o objetivo de mostrar que o amor de caridade tem de sobrepor-se a toda e qualquer lei, pois é maior que a fé (1Coríntios 13:13) e, por isso, tem de sobrepor-se até mesmo ao mandamento do Sábado, pois seus amigos estavam com fome pelas longas caminhadas. Da mesma forma, Jesus citou Davi que, com fome, ele e os seus amigos avançaram e comeram dos pães sagrados do templo, coisa proibida até para o rei, pois em ambos os casos não se poderia transferir a solução para o dia seguinte. Essa é a regra do sábado santo.
    Nesse mesmo preceito, Jesus legitima o sábado mais uma vez: o sábado foi criado pelo Deus Imutável por causa do homem. Portanto, enquanto existir o homem na Terra os sábados terão de ser observados, pelo menos pelos cristãos. E inegavelmente é mais uma Verdade do Senhor Deus que não pode ser contestada por ninguém, e de modo algum!

    Para aquele que julga que todos os dias são de Deus, isso é verdade, mas só um ele elegeu como Um SINAL entre ele e o homem e o único dia que nomeou como Santo e Bendito.

    No arquivo anexado temos um escrito que completa perfeitamente esse presente, de nome O Tratado sobre as leis de Deus, onde nos mostra como o sábado de Deus foi corrompido e porquê.

    Quem precisa de mais que isso para inteirar-se de que O SÁBADO É PARA SEMPRE??? PONTO FINAL!

    www.segundoasscrituras.com.br

    O Tratado sobre as leis de Deus Elaborado cuidadosamente, e com todos os detalhes sobre as leis bíblicas, pois nada no Universo funciona sem leis.

    http://www.segundoasescrituras.com.br/livrosword/122pastoresinterpretamerradoacartaaosgalatas.doc O livro de Gálatas é interpretado errado pela maioria evangélica, também pelos pastores e de maior prestígio.

    Waldecy Antonio Simões. walasi@uol.com.br

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  12. As sete verdades bíblicas sobre o Sétimo Dia. Parte 5 de 6.

    “Orai para que vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado”.
    Jesus Cristo, em Mateus 24:20, ressalta, novamente, a grande importância do sábado (nem no inverno que é muito frio, o que dificultaria a fuga dos inimigos romanos (na terrível carnificina, no massacre contra os judeus nos anos 70, no episódio Masada), nem nos sábados porque é o Dia Santo de Deus, consagrado para descanso e louvor.

    8) Os cristãos, em parte, alegam, altamente equivocados, que o Decálogo do Monte Sinai, no qual o sábado está intrínseco, teria sido dado apenas aos israelitas, e não a nós do Evangelho, por isso, alegam que “nós não temos obrigação de guardar”. Mas vejamos que a Verdade do Evangelho de Deus que nos faz herdeiros dos israelitas:

    “E todos os profetas, a começar por Samuel, assim como todos os que depois falaram, também anunciaram estes dias. Vós sois os filhos dos profetas e da aliança que Deus estabeleceu com vossos pais, dizendo a Abraão: Na tua descendência serão abençoadas todas as nações da Terra”. Atos dos Apóstolos 3:24 - 25. Os herdeiros não herdam apenas as bênçãos, mas também as obrigações.

    Novamente, a Verdade do Evangelho faz dos cristãos e de Israel um só povo:

    “Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, e pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades. E, vindo, ele evangelizou a paz, a vós que estáveis longe, e aos que estavam perto; porque por ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito. Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus”. Efésios 2:14 a 19.

    “...na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos que consistia em ordenanças...”. Esse verso, retirado do preceito acima, nada tem a ver com a derrocada do Decálogo, pois sendo isso impossível, o apóstolo Paulo, sempre dirigido pelo Espírito Santo de Deus, se refere às ordenanças e leis antigas, provindas de Levítico, criadas numa época para regular as ações dos israelitas nos difíceis 40 anos de deserto, mas que de forma alguma tiveram lugar no Evangelho de Jesus. E isso Está Escrito em Lucas 16:16, que revela:

    A lei e os profetas vigoraram até João; desde então é anunciado o reino de Deus, e todo o homem emprega força para entrar nele. E é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til da lei. Lucas 16:16 e 17 Esses dois preceitos nos mostram a derrocada (no Evangelho) das leis que escravizavam, que amaldiçoavam e até poderiam nos matar, se tivessem sido integradas no Evangelho. Em seguida a essas colocações, a Palavra de Deus novamente legitima o Decálogo de Deus (as 10 leis).
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  13. As sete verdades bíblicas sobre o Sétimo Dia. Parte 4 de 6.

    Antes da ressurreição de Jesus, os cristãos faziam do sábado um dia de louvor:

    “O sábado ia começar. Ora, as mulheres que tinham ido da Galiléia com Jesus, indo, observaram o sepulcro onde fora colocado o corpo de Jesus. Voltando, prepararam aromas e bálsamos. No sábado, observaram o repouso, segundo a Lei”. Lucas 23:55 - 56. A Igreja de Jesus, nos concedendo o exemplo.

    Então, Jesus ensinou a sua Igreja a ser também legalista! Vejamos a Igreja Cristã aos tempos de Paulo, décadas depois da ressurreição de Jesus os cristãos de Paulo fazendo do sábado um dia de culto e louvor:

    “No dia de sábado, saímos fora da porta, junto ao rio, onde julgávamos haver um lugar de oração; e, assentando-nos, falamos às mulheres que para ali tinham concorrido”. Atos dos Apóstolos 16:13.
    Esse preceito revela, com toda clareza, de modo irrefutável, um culto de louvor aos sábados pelos cristãos. As mulheres cristãs sempre trabalhavam, só não aos sábados. Então, segundo o preceito acima, estavam em dia de descanso, santificando os sábados assim como os homens! Mas fariseus de quase todas as denominações, também católicos e ortodoxos alegam que a Igreja de Jesus santificava o tal domingo. É possível uma tolice dessas, depois dessas revelações?

    “No sábado seguinte, concorreu quase toda a cidade para ouvir a palavra de Deus, mas os judeus, vendo aquela concorrência, encheram-se de inveja...”. Atos 13:41 - 44.
    Se os judeus encheram-se de inveja não se tratava de uma reunião judia aos sábados, mas sim um culto cristão que reuniu quase toda a cidade para louvar no sábado. Isso não poder ser negado!

    “E todo o sábado, ensinava na sinagoga, persuadindo tanto judeus como gregos”. Atos 18:4.
    Os defensores do domingo, inventado, argumentam, falsamente, que Paulo comparecia às sinagogas dos judeus aos sábados, porque era nesse dia que podia encontrá-los, mas não é o caso aqui, pois, pela sua tradição, os judeus jamais aceitariam que gentios pagãos - no caso presente os gregos - participassem de cerimônias em seus templos, em simples reuniões e nem mesmo jamais aceitariam permanecer com eles ou com outros pagãos no mesmo ambiente. Sabemos que o santo em vida Paulo não ensinava somente aos judeus, mas principalmente aos demais pagãos. Quanto a isso, se os primeiros cristãos guardavam o sábado mesmo após a ressurreição de Jesus, só isso prova a Grande Mentira do tal domingo, um feito gigantesco de Satanás, segundo o Apocalipse 13:7.

    Em Atos dos Apóstolos, conforme a tradição dos apóstolos de santificarem os sábados, um preceito é usado como referência ao Quarto dos Mandamentos:

    “Então voltaram para Jerusalém, do monte chamado Olival, que dista daquela cidade tanto como a uma jornada de sábado...”. Atos 1:12. Ora, ao se referirem a uma jornada de sábado como exemplo pelos apóstolos de Jesus, é certo que se tratava de um preceito em uso.

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  14. As sete verdades bíblicas. Parte 3 de 6.

    “E, tomando a palavra o príncipe da sinagoga (filho do diabo acusador), indignado porque Jesus curava no sábado, disse à multidão: Seis dias há em que é mister trabalhar; nestes, pois, vinde para serdes curados, e não no dia de sábado. Respondeu-lhe, porém, o Senhor, e disse: Hipócrita, no sábado não desprende da manjedoura cada um de vós o seu boi, ou jumento, e não o leva a beber? E não convinha soltar desta prisão, no dia de sábado, esta filha de Abraão, a qual há dezoito anos Satanás tinha presa?”. Lucas 13:14-16, Jesus revela que o amor de caridade tem preponderância sobre qualquer lei (1 Coríntios 13:13)..

    “E, estava ali um homem que tinha uma das mãos mirrada; e eles (os fariseus do diabo), para o acusarem, o interrogaram, dizendo: É lícito curar nos sábados? E ele lhes disse: Qual dentre vós será o homem que tendo uma ovelha, se num sábado ela cair numa cova, não lançará mão dela, e a levantará? Pois, quanto mais vale um homem do que uma ovelha? É, por consequência, lícito fazer bem nos sábados. Então disse àquele homem: Estende a tua mão. E ele a estendeu, e ficou sã como a outra. E os fariseus, tendo saído, formaram conselho contra ele, para o matarem”. Mateus 12:10-14.

    “E os escribas e fariseus (filhos do diabo) observavam-no, se curaria no sábado, para acharem de que o acusar. Mas ele (Jesus) bem conhecia os seus pensamentos; e disse ao homem que tinha a mão mirrada: Levanta-te, e fica em pé no meio. E, levantando-se ele, ficou em pé. Então Jesus lhes disse: Uma coisa vos hei de perguntar: É lícito nos sábados fazer bem, ou fazer mal? salvar a vida, ou matar? E, olhando para todos em redor, disse ao homem:

    Estende a tua mão. E ele assim o fez, e a mão lhe foi restituída sã como a outra. E ficaram cheios de furor, e uns com os outros conferenciavam sobre o que fariam a Jesus”. Lucas 6:7-11.

    “E dizia-lhes Jesus: Invalidais o Mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição”. Jesus, em Marcos 7:9

    6) O sábado é o ÙNICO Mandamento chamado por Deus de Santo e Bendito e o Único estabelecido como UM SINAL entre ele e a Humanidade: “Santificai os meus sábados, pois servirão de sinal entre mim e vós, para que saibais que eu sou o SENHOR, vosso Deus”. Ezequiel 20:20.

    Ora, se o sábado foi estabelecido por Deus como UM SINAL entre ele e a Humanidade, de modo algum jamais sairá dessa condição divina. Quanto aos que julgam que esse Sinal foi dado apenas aos israelitas, então, nesse caso, nós não podemos nos servir de nenhum livro do Velho Testamento, nem dos Salmos, etc. e nem mesmo de Malaquias, muito usado para legitimar os dízimos. É ou não é? Dois pesos e duas medidas não vale! Além disso, abaixo, no capítulo 7, Está Escrito que nós somos os legítimos herdeiros dos israelitas e que Jesus, de todos nós, fez UM SÓ POVO.

    7) Dizem os sábios que um bom exemplo vale mais que mil palavras. É ou não é? É claro que é! então, vamos ver os vários exemplos de Jesus e de sua Igreja Primitiva santificando os sábados (que valem mais que milhões de palavras) até mesmo décadas após a Ressurreição? Essa parte ANULA completamente as pretensões dos que defendem erradamente o domingo “substituindo” o Sábado Santo, solene e Abençoado do Senhor:

    “E, chegando a Nazaré, onde fora criado, (Jesus) entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga, e levantou-se para ler”. Lucas 4:16. Jesus, nos concedendo o exemplo, pois segundo o Mandamento e a Tradição israelita, guardou o sábado por toda a sua vida. Continue...

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  15. 3) Deus o Mandamento do Sétimo Dia, dando lugar ao primeiro dia da semana, o tal domingo, mas isso é absolutamente impossível, pois não há uma só linha no Evangelho que autorize tal mudança, mesmo porque Está Escrito que Deus Nunca Muda em suas Promulgações à Humanidade:

    “Seca-se a erva, e cai a flor, soprando nela o Espírito do Senhor. Na verdade o povo é erva. Seca-se a erva, e cai a flor, porém a palavra de nosso Deus subsiste eternamente”. Isaías 40:7.


    “Porque toda a carne é como a erva, e toda a glória do homem como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor, mas a palavra do Senhor permanece para sempre. E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada”. I Pedro 1:24.

    Então, segundo as Escrituras, o sábado é para sempre, e se teria havido mudança a respeito, essa foi criada pelo homem e nunca por Deus. Quanto a isso, num descuido, o clero católico confessa, por escrito, o seu gravíssimo erro ao atentar violentamente contra o Sétimo Dia.:

    “A Igreja de Deus, porém, achou conveniente transferir para o domingo a solene celebração do sábado”. Catecismo católico, Edição2, Editora Vozes, Petrópolis, RJ. 1962.

    4) Uma parte dos cristãos julga que Jesus acabou com as leis a favor da graça e da liberdade, mas Jesus fez tudo exatamente ao contrário, pois legitimou TODAS as leis do Decálogo em sua primeira pregação à Humanidade, no Sermão do Monte e ainda amentou o grau de observação em algumas das 10 leis (Mateus, 5:21 a 32.

    “Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til jamais passará da lei sem que tudo seja cumprido”. Jesus, em Mateus 5:17 a 37. Está Escrito que tudo será cumprido na Consumação dos Séculos, no Grande Dia de Jesus, quando os Portais do Reino de Deus serão abertos aos mortais de Jesus, antes fechados desde Adão e Eva (João 14:1 a 3, como também em 1 Tessalonicenses 4:13 a 17).

    Se Jesus Cristo afirmou que das leis de Deus Pai nem mesmo um simples til se poderá retirar, é absolutamente impossível atentar contra a lei do sábado, pois o Quarto Mandamento contém 80 palavras ou 433 caracteres. E assim, pelo menos até o Grande dia da Volta de Jesus, o sábado é para sempre!

    5) A ampla maioria cristã alega que em sua vida pública Jesus teria violado os sábados ao trabalhar nesse dia, mas quem o acusou de violar os sábados foram os fariseus, os filhos do diabo, assim como Jesus Cristo os nomeou em João 8:44. A respeito dessa acusação dos filhos de Satanás, vamos ver que Jesus respondeu a eles que apenas APARENTAVA que ele desrespeitava os santos sábados:

    “Se o homem recebe a circuncisão no sábado, para que a lei de Moisés não seja quebrantada, indignais-vos contra mim, porque no sábado curei de todo um homem? Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça”. Jesus, em João 7:23 a 24

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  16. AS SETE VERDADES BÍBLICAS SOBRE O SÉTIMO DIA.

    Parte 1 de 6

    A maioria cristã faz uma tremenda confusão a respeito de sábados e domingos. Os cristãos, em minoria, julgam corretamente que o Criador, que nunca muda, jamais aceitaria que uma só de suas leis fundidas nas Rochas Sagradas pudesse ser “lixada” pelos homens, portanto, creem firmemente que o Sábado é o Dia do Senhor. Outra parte considerável crê que Jesus teria revogado todas as dez leis a favor da religião da graça e da liberdade. Uma terceira parte, bem maior, prefere crer que pela ressurreição de Jesus ele teria revogado o Quarto Mandamento a favor do domingo, permanecendo, então, como válidos, os demais mandamentos (nove).

    ONDE ESTÁ, ENTÃO, DE FATO E DE DIREITO, A VERDADE BÍBLICA? Ora, vamos colocá-la aqui, resumidamente, mas de modo tão legítimo, tão cristalino e conclusivo que não dará chance alguma a qualquer refutação, sem se ingressar no farisaísmo religioso (o que é pior do que não ser cristão).

    Vamos às Sete Verdades que não têm como ser desmentidas, pois Está Escrito. Primeiramente é óbvio e muitíssimo fácil concluir que o Sábado é para sempre, apenas lembrando que a Palavra de Deus permanece eternamente. Quem fugir dessa Verdade, ingressa no farisaísmo:

    “Seca-se a erva, e cai a flor, soprando nela o Espírito do Senhor. Na verdade o povo é erva. Seca-se a erva, e cai a flor, porém a palavra de nosso Deus subsiste eternamente”. Isaías 40:7.

    “Porque toda a carne é como a erva, e toda a glória do homem como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor, mas a palavra do Senhor permanece para sempre. E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada”. I Pedro 1:24.

    Então, vamos às Dez provas só refutáveis para aqueles que tentam, de todas as maneiras, fugir da VERDADE BÍBLICA DO SÉTIMO DIA:

    1) O Mandamento do Sétimo Dia foi instituído na Criação do mundo (Gênesis 2:3), não para o próprio Criador, pois em sua perfeição jamais criaria um Mandamento para si próprio, não tem como e, como Espírito Perfeito jamais se cansa, então o Mandamento do sábado foi criado para o homem, pois ele, sim, necessita de um dia de descanso na semana. O próprio Jesus legitimou isso no Evangelho ao reger:

    “O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado; de sorte que o Filho do homem é, também, o Senhor do sábado”. Jesus Cristo, em Marcos 2:28. Se o Filho de Deus afirmou que o sábado foi criado para o homem, então o sábado foi criado para a Humanidade, assim como os castigos promulgados contra Adão e Eva foram, também, dirigidos à Humanidade.

    Quanto a ser o Senhor do sábado, Jesus também afirmou que é maior que o Templo (Mateus 12:6, maior que Abraão (João 8:57), maior que Jonas (Lucas 11:32), maior que Salomão (Mateus 12:42) e mais importante que Jacó, sem desmerecer qualquer um deles, portanto, também não desmereceu o santo sábado, pois é o Senhor de Tudo, pois está Escrito que Deus lhe deu toda a autoridade sobre tudo o que existe:

    “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra”. Jesus, em Mateus 28:18,

    2) A maioria evangélica, católicos e ortodoxos julgam, temerariamente, que a Ressurreição de Jesus teria anulado, teria riscado das Rochas de Continue...

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    Respostas
    1. Meus parabéns a verdade tem que ser dita. E com toda essa fundamentação creio que ele vai continuar sendo cego.

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